Descobrindo os segredos da alma do homem

Coração Selvagem: Descobrindo os segredos da alma do homem é um livro escrito por John Eldredge publicado em 2001, sobre o assunto do papel da masculinidade na cultura e doutrina cristã contemporânea. Na contracapa do livro, em Coração Selvagem, John Eldredge convida os homens a resgatarem o coração masculino deles, definido na imagem de um… Continuar lendo Descobrindo os segredos da alma do homem

Por que Deus ama o que é comum: ensinamento do Papa Francisco

O papa frequentemente fala sobre os “nossos vizinhos santos” … as pessoas ao nosso redor que refletem a presença de Deus.

O Papa Francisco observou o que muitas crianças estavam se perguntando no domingo: Se acabamos de comemorar o Natal, por que Jesus já é um adulto sendo batizado?

O Santo Padre notou o “salto litúrgico” antes de rezar o Angelus do meio-dia na Festa do Batismo do Senhor.

“Há poucos dias, deixamos o Menino Jesus sendo visitado pelos Reis Magos; hoje o encontramos adulto nas margens do Jordão. A liturgia nos faz dar um salto de cerca de 30 anos …”

E, continuou o papa, sobre esses 30 anos “sabemos uma coisa”: “Foram anos de vida oculta, que Jesus passou com sua família – alguns, primeiro, no Egito, como um migrante para escapar da perseguição de Herodes, outros em Nazaré, aprendendo o ofício de José … com a família, obedecendo aos pais, estudando e trabalhando”.

O Papa Francisco refletiu sobre este aspecto marcante sobre o tempo do Filho de Deus na terra, assim como muitos escritores espirituais desde os Pais da Igreja.

“É impressionante que a maior parte de seu tempo na Terra o Senhor passou assim: levando uma vida comum, sem se destacar. Achamos que, de acordo com os Evangelhos, foram três anos de pregação, de milagres e muitas coisas. Três. E os outros, todos os outros, foram de uma vida oculta com a Família”.

Disto, o papa extraiu uma “bela mensagem para nós”:

“É uma bela mensagem para nós: revela a grandeza da vida cotidiana, a importância aos olhos de Deus de cada gesto e momento da vida, mesmo os mais simples, até os mais ocultos”.

Fonte: Aleteia

Significado de Comum: Que pertence a todos ou do que cada um pode fazer parte ou participar.

Como era Jesus como pessoa?

Jesus Cristo foi um homem de grande caráter.

Jesus tinha uma natureza COMPASSIVA. Ele teve compaixão das multidões “porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor” (Mateus 9:36). Por causa de Sua compaixão por essas pessoas, Cristo curou suas doenças (Mateus 14:14; 20:34) e, por causa da fome que as afligia, criou compassivamente comida suficiente para alimentar grandes multidões em pelo menos duas ocasiões (Mateus 14:13–21; 15:29–39).

Jesus era SÉRIO e FOCADO. Ele tinha uma missão na vida e nunca Se desviou dela, sabendo o seu peso e quão curto era o tempo. Sua atitude era a de um SERVO. Ele “não veio para ser servido, mas para servir” (Marcos 10:45). GENTILEZA e ALTRUÍSMO caracterizaram Sua personalidade.

Jesus era SUBMISSO à vontade de Seu pai quando veio à terra e posteriormente foi à cruz. Ele sabia que morrer na cruz era o único pagamento que Seu Pai poderia aceitar por nossa salvação. Ele orou na noite em que foi traído por Judas: “Meu Pai, se é possível, que passe de mim este cálice! Contudo, não seja como eu quero, e sim como tu queres” (Mateus 26:39). Ele era um filho submisso a Maria e José. O lar da Sagrada Família e Jesus “era submisso” a seus pais (Lucas 2:51). Ele foi OBEDIENTE à vontade do Pai. Cristo “aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu” (Hebreus 5:8). “Porque não temos sumo sacerdote que não possa se compadecer das nossas fraquezas; pelo contrário, ele foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hebreus 4:15).

Jesus tinha um coração de MISERICÓRDIA e PERDÃO. Na cruz, Ele orou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34). Jesus era AMOROSO em Seus relacionamentos. Por exemplo, João 11:5 diz: “Ora, Jesus amava Marta e a irmã dela, e também Lázaro” (João 11:5). João se referiu a si mesmo como o discípulo “a quem Jesus amava” (João 13:23).

Jesus tinha uma reputação de ser BOM e CUIDADOSO. Ele curou com frequência para que as pessoas soubessem quem era. Verdadeiramente, Ele provou ser o Filho do Deus vivo por todos os milagres que fez, mostrando o tempo todo cuidado pelas aflições daqueles que O cercavam.

Jesus era HONESTO e VERDADEIRO. Ele nunca violou a Sua própria palavra. Ele falou a verdade onde quer que fosse. Ele viveu uma vida que poderíamos seguir explicitamente. Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6). Ao mesmo tempo, Ele era PACÍFICO. Cristo não argumentava para Se defender nem tentou forçar a Sua entrada no coração das pessoas.

Jesus era ÍNTIMO com Seus seguidores. Cristo passou tempo de qualidade e quantidade com eles. Ele desejava a sua companhia, ensinando-os e ajudando-os a se concentrarem no que era eterno. Ele também era íntimo com o Seu Pai celestial. Cristo orava, ouvia e obedecia regularmente ao Pai, assim como Se importava com a reputação de Deus. Quando Jesus viu os cambistas que estavam se aproveitando dos adoradores, Ele os expulsou. Jesus disse: “Está escrito: ‘A minha casa será Casa de Oração.’ Mas vocês fizeram dela um covil de salteadores” (Lucas 19:46). Jesus era um líder FORTE mas MANSO. Aonde quer que fosse o povo O seguia, ansioso por ouvir Seus ensinamentos. As pessoas ficaram maravilhadas com a AUTORIDADE com a qual Jesus falava (Marcos 1:27–28; Mateus 7:28–29).

Jesus era PACIENTE, conhecendo e compreendendo nossas fragilidades. Várias vezes nos Evangelhos, Jesus verbalizou Sua paciência diante de nossas provocações infiéis (Mateus 8:26; Marcos 9:19; João 14:9; cf. 2 Pedro 3:9).

Todos os cristãos devem desejar imitar o caráter de Jesus através do poder do Espírito Santo. As coisas que atraíram as pessoas a Jesus devem ser as mesmas que atraem as pessoas para nós. Precisamos ler a Palavra de Deus (a Bíblia) para conhecer e entender quem é Deus e Sua vontade para nós. Devemos fazer tudo pela glória do Senhor (1 Coríntios 10:31), vivendo como sal e luz no mundo e apontando outros para a incrível verdade de Jesus e a salvação nEle (Mateus 5:13–16; 28:18–20).

Filipenses 2:1–11 é um resumo útil de como Jesus era e como devemos imitá-lO:

Portanto, se existe alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, se há profundo afeto e sentimento de compaixão, então completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, tendo o mesmo amor e sendo unidos de alma e mente. Não façam nada por interesse pessoal ou vaidade, mas por humildade, cada um considerando os outros superiores a si mesmo, não tendo em vista somente os seus próprios interesses, mas também os dos outros. Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar de Cristo Jesus,
que, mesmo existindo na forma de Deus,
não considerou o ser igual a Deus algo que deveria ser retido a qualquer custo.
Pelo contrário, ele se esvaziou,
assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos seres humanos.
E, reconhecido em figura humana, ele se humilhou,
tornando-se obediente até a morte,
e morte de cruz.
Por isso também Deus o exaltou sobremaneira
e lhe deu o nome que está acima de todo nome,
para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho,
nos céus, na terra e debaixo da terra,
e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor,
para glória de Deus Pai.

O que a Bíblia diz sobre a humildade?

A Bíblia descreve a humildade como mansidão, baixeza e ausência de si mesmo. A palavra grega traduzida como “humildade” em Colossenses 3:12 e em outros lugares significa literalmente “humildade mental”, de modo que vemos que a humildade é uma atitude do coração, não apenas um comportamento exterior. Pode-se fazer uma demonstração externa de humildade, mas ainda assim ter um coração cheio de orgulho e arrogância. Jesus disse que aqueles que são “pobres de espírito” teriam o reino dos céus (Mateus 5:3). Ser pobre de espírito significa que somente aqueles que admitem uma absoluta falência de valor espiritual herdarão a vida eterna. Portanto, a humildade é um pré-requisito para o cristão.

Quando nos aproximamos de Cristo como pecadores, devemos vir em humildade. Reconhecemos que somos indigentes e mendigos que nada trazemos para oferecer a Ele, a não ser nosso pecado e nossa necessidade de salvação. Reconhecemos nossa falta de mérito e nossa total incapacidade de salvar a nós mesmos. Então, quando Ele oferece a graça e a misericórdia de Deus, aceitamos isso em humilde gratidão e dedicamos nossas vidas a Ele e aos outros. Nós “morremos para o ego”, para que possamos viver como novas criações em Cristo (2 Coríntios 5:17). Nunca nos esquecemos de que Ele trocou nossa inutilidade pelo Seu valor infinito, nosso pecado pela Sua justiça e a vida que agora vivemos, nós a vivemos pela fé no Filho de Deus que nos amou e Se entregou por nós (Gálatas 2:20). Essa é a verdadeira humildade.

A humildade bíblica não é apenas necessária para entrar no reino, mas também para ser grande no reino (Mateus 20:26-27). Aqui Jesus é o nosso modelo. Assim como Ele não veio para ser servido, mas para servir, devemos também nos comprometer a servir os outros, considerando seus interesses acima dos nossos (Filipenses 2:3). Essa atitude impede a ambição egoísta, a presunção e a luta que vem com a auto-justificação e a autodefesa. Jesus não Se envergonhou de Se humilhar como servo (João 13:1-16), ao ponto de morrer na cruz (Filipenses 2:8). Em Sua humildade, Ele sempre foi obediente ao Pai e assim também deve o cristão humilde estar disposto a deixar de lado todo o egoísmo e submeter-se em obediência a Deus e à Sua Palavra. A verdadeira humildade produz piedade, contentamento e segurança.

Deus prometeu dar graça aos humildes, enquanto Ele se opõe ao orgulho (Provérbios 3:34; 1 Pedro 5:5). Portanto, devemos confessar e colocar o orgulho de lado. Se nos exaltarmos, então nos colocamos em oposição a Deus que, em Sua graça e para nosso próprio bem, nos humilha. Entretanto, se nos humilharmos, Deus nos dá mais graça e nos exalta (Lucas 14:11). Junto com Jesus, Paulo também deve ser nosso exemplo de humildade. Apesar dos grandes dons e entendimento que recebera, Paulo se considerava o “principal dos pecadores” e o “menor dos apóstolos” (1 Timóteo 1:15; 1 Coríntios 15:9). Como Paulo, os verdadeiramente humildes se gloriarão na graça de Deus e na cruz, não em auto-justificação (Filipenses 3:3-9).

O que é um parente redentor (Kinsman Redeemer)?

O parente redentor é um parente do sexo masculino que, de acordo com várias leis do Pentateuco, teve o privilégio ou a responsabilidade de agir em nome de um parente que estava em apuros, perigo ou necessidade. O termo hebraico para parente redentor designa aquele que liberta ou resgata (Gênesis 48:16; Êxodo 6: 6) ou redime a propriedade ou a pessoa (Levítico 27: 9-25, 25: 47-55). O parente que redime ou reivindica um parente é ilustrado mais claramente no livro de Rute, onde o resgatador é Boaz.

Yahweh é o Redentor de Israel, aquele que promete defendê-los e resgatá-los. Ele é Pai e Libertador (Êxodo 20: 2). Existem numerosos apelos do Antigo Testamento a Deus como salvador dos fracos e necessitados (Salmo 82: 4; Daniel 6:27; Jeremias 20:13) e preservador das ovelhas de Israel (Ezequiel 34: 10–12, 22).

No Novo Testamento, Cristo é frequentemente considerado como um exemplo de um parente redentor porque, como nosso irmão (Hebreus 2:11), Ele também nos redime por causa de nossa grande necessidade, uma que só Ele pode satisfazer. Em Rute 3: 9, vemos uma bela e pungente imagem da suplicante necessitada, incapaz de salvar-se, solicitando ao parente redentor que ele a cubra com sua proteção, redima-a e faça dela sua esposa. Da mesma forma, o Senhor Jesus Cristo nos comprou para Si mesmo, da maldição, da nossa miséria; nos fez sua própria amada noiva; e nos abençoou por todas as gerações. Ele é o verdadeiro parente redentor de todos os que o invocam na fé.

Você é amada por Deus! 

Você é uma pessoa criada por Deus! Essa é a coroação absoluta. A Bíblia diz bem objetiva e claramente: “Criou Deus o homem à sua imagem…” (Gênesis 1.27). Deus criou as pessoas para que sejam semelhantes a ele. Para viver de maneira sensata, para amar, se alegrar e para que possam ter comunhão pessoal com ele. A Bíblia nos mostra constantemente que Deus tem o maior interesse em cada pessoa. Por isso, lemos em uma bela oração do salmista, na Bíblia: “Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Digo isso com convicção” (Salmo 139.14). Deus conhecia você antes mesmo que nascesse. E, tanto naquele tempo como hoje, Deus tem planos para você. Planos que são caracterizados pelo amor dele.

Você é amada por Deus! Deus não é nenhum monarca frio e insensível. Ele sente nossa dor, ele compartilha de nosso sofrimento. Para ele nós temos valor e somos dignas de ser amadas, apesar de muitas vezes seguirmos nossos próprios caminhos. Mesmo assim, Deus ainda nos atribui muito valor e simplesmente não desiste de nos amar. Ele nos ama tanto que até permitiu que seu Filho, Jesus Cristo, morresse por nós: “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1João 4.10). Pecados são atos, pensamentos e motivações que não coincidem com o caráter de Deus. O pior pecado aos olhos de Deus é o fato de querermos viver sem ele. De nos termos afastado dele e o abandonado, apesar dele ser o nosso Criador. E, por termos tanto valor para ele, Deus deseja perdoar nossos pecados para que não permaneçamos eternamente perdidos, mas que possamos estar eternamente junto dele, no céu. É tanto assim que ele ama a cada um de nós!

Receba o amor de Deus por meio de Jesus Cristo! Deus deseja nos conceder uma vida sensata. Se confessarmos os nossos pecados ao Senhor Jesus, o Filho de Deus, e lhe confiarmos nossa vida, então ele restaura aquilo que estava obstruído entre Deus e nós e faz um novo começo conosco. Você consegue reconhecer quanto valor você tem aos olhos de Deus? Percebe o quanto Deus a ama? Se você nunca havia orado a Jesus Cristo, então faça-o agora! Você não tem nada a perder, somente a ganhar. Ele venceu o pecado e até venceu a morte. Ele vive e espera por você! Ele deseja perdoar todos os seus pecados e conceder a você uma vida nova e eterna. No entanto, é necessário que você vá a ele, voluntariamente. Ore ao Senhor Jesus. Orar não significa declamar preces pré-formuladas, mas conversar com ele como se fosse uma pessoa ao seu lado, e em quem você pode confiar plenamente. Ele ouve e atende! 

Contentamento

“Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.” Filipenses 4:11

Nós tendemos a pensar que o contentamento vem do que temos. Se eu tivesse mais dinheiro, então ficaria contente… Se eu fosse um pouco mais inteligente… Se eu fosse mais legal… Se eu fosse um pouco mais bem-sucedido… Se eu tivesse mais oportunidades de ministério…É uma busca interminável de algo que está sempre além do nosso alcance.

O apóstolo Paulo disse: “Aprendi em qualquer estado em que eu estou, a contentar-me”. (Filipenses 4:11)

Paulo estava na prisão quando fez essa declaração. Ele não aprendeu a ter contentamento através de uma teoria em uma sala de aula; ele aprendeu o contentamento na escola que é a vida, a escola de provações. Ele experimentou dor e prazer, saúde e doença, fraqueza e força, riqueza e pobreza. Ele era um herói para alguns e um vilão para outros. E ele foi um homem que vivenciou um completo contentamento.

É interessante que Paulo tenha usado o termo aprendido: “Aprendi em qualquer estado em que estou, a contentar-me”. No idioma original, a palavra “aprender” era geralmente usada no momento em que se falava de alguma conquista especial ou de ter encontrado uma verdade escondida. Paulo estava dizendo: “Veja isso! Eu fui iniciado. Encontrei a verdade escondida. Encontrei o segredo do contentamento”.

A palavra utilizada por Paulo para contentamento também é importante. Ela significa auto-suficiente. No contexto desta epístola, fala de uma suficiência em Jesus Cristo. Paulo estava dizendo, com efeito, “Não importa onde eu estou. Estou contente”. Era tudo sobre sua relação com Deus.

Nosso contentamento não vem do que temos; Ele vem de um relacionamento com Jesus Cristo.

Para onde, Senhor?

“Este é o caminho; siga-o” (Isaías 30.21).

Quando você estiver confuso, desanimado e sem rumo, ouça a voz do seu Senhor, lhe dizendo: “Este é o caminho; siga-o”.

E agora? Que decisão você tomará? Por qual caminho seguirá? Há ocasiões em que nos sentimos muito desamparados e abandonados. As montanhas de preocupações se agigantam diante de nós como um peru com as penas eriçadas. Nesses momentos o inimigo está em alta. O seu negócio floresce: o desânimo!

Todo aquele que deseja ter uma vida agradável ao Senhor Jesus e quer seguir no caminho do discípulo fiel sabe das dificuldades e perigos. Ele sabe que nesse mundo não há tempos isentos de preocupações. Portanto, não se sinta oprimido quando o Senhor atribuir momentos em que você é solicitado a buscar pelo caminho correto. Os “tranquilos em Sião” seguem troteando na vida. Eles observam os doces sons da flauta do sedutor, adaptam-se ao espírito da época e não notam que, ao final, o seu caminho os conduz à catástrofe.

Você, porém, que busca a vontade do Senhor, prostre-se diante dele, importune o seu coração e ele lhe permitirá ouvir sua voz: “Este é o caminho, siga-o”.

Jesus Cristo: Exemplo de Humildade

“Tende entre vós, que é seu em Cristo Jesus, que, embora fosse em forma de Deus, não considerou a igualdade com Deus uma coisa que deve ser aproveitada, mas fez-se e esvaziou-se, assumindo a forma de servo, sendo nascido em semelhança de homens. E, sendo encontrado em forma de homem, humilhou-se, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todo nome, … “Filipenses 2: 5-11

Jesus nos dá um grande exemplo em João 6. Ele acabara de alimentar mais de 5.000 pessoas, curou os doentes e realizou outros milagres. As pessoas estavam entusiasmadas. Eles acreditavam que Ele era o único que finalmente iria livrá-las da opressão do governo romano. A fama de Jesus estava no seu auge, e as multidões estavam prontas para coroá-lo rei. Mas o versículo 15 diz: “Jesus, sabendo que pretendiam vir e fazê-lo rei à força, retirou´se novamente para uma montanha sozinho.”

Imagine a situação. Jesus teve a oportunidade de ser catapultado para a fama e fortuna. Uma certa lógica diz que, se Jesus fosse famoso, poderoso e rico, então as pessoas prestariam mais atenção em Sua mensagem. Se Ele fosse rei, Ele iria glorificar a Deus ainda mais. Isso faz sentido a partir de uma perspectiva terrena, mas Jesus disse “não” para a coroação. Não era o plano de Deus, de modo que Jesus escolheu o caminho mais difícil. Objetivo de Jesus em tudo o que Ele fez foi procurar a vontade de seu Pai, e de fazê-lo (João 4:34; 08:29; Lucas 22:42). Ele disse em João 08:50: “Eu não estou buscando glória para mim mesmo.” Uma vez que Jesus é o nosso modelo, essa deve ser a nossa meta, também.

HUMILDADE: O QUE É?

Uma excelente qualidade de vida de Cristo é a sua incrível humildade. Por que alguém iria vir de tão alto e descer tão baixo apenas para salvar-nos da nossa destruição certa? Por que o Santo iria inclinar-se para lavar os pés do traidor, do negador e o do covarde?

JESUS É O NOSSO EXEMPLO DE HUMILDADE

Na vida de Jesus Cristo, podemos ver uma demonstração viva do que significa ser humilde. Em sua relação com Deus e com as pessoas, ele sempre provou ser um servo humilde, sem pretensão, sem orgulho, altruísta e sem preconceitos.

Em Jesus vemos um homem que se entregou aos oprimidos de sua era. Ele era associado aos trabalhadores e pescadores. Ele bebia do mesmo copo da mulher da raça misturada que era tão desprezada e rejeitada por pessoas religiosas. Jesus mostrou o seu espírito de humildade quando, entrando em cada cidade, ele tocou os corpos imundos dos leprosos e as línguas dos surdos-mudos. Ele se importava com os possuídos por demônios a quem os outros tinham tanto medo de chegar perto. Ele aceitou os convites para comer nas casas dos pecadores e publicanos, bem como os fariseus e hipócritas.

Jesus não evitou qualquer tipo de pessoa. Mulheres de má reputação vieram a ele, sabendo que iriam encontrar compreensão, perdão e também um comando para ir e não pecar mais. Jesus ficava à vontade na presença de ricos e poderosos, bem como mendigos e os cegos que viviam ao longo das estradas poeirentas das cidades. Jesus teve tempo em sua agenda ocupada para falar com as pessoas, responder perguntas, estender misericórdia e mostrar a melhor maneira de viver. Ele visitou as casas das pessoas e atendeu cerimônias de outros líderes religiosos, participou de casamentos, foi pescar com os amigos e abençoou criançinhas. Ele nunca deixou de parar para responder a um pedido de ajuda. Mesmo que ele tinha todo o direito de ser exaltado e glorificar a si mesmo (afinal, ele sabia que ele era o Filho unigênito de Deus) Jesus sempre insistiu que era seu Pai, que fazia tudo. Em Jesus, podemos ver todas as atitudes associados a uma pessoa pobre de espírito: humildade, submissão, serviço, fé e amor.

CONSIDERE QUATRO ÁREAS EM QUE A HUMILDADE DE JESUS SE DESTACA:

1. SEU NASCIMENTO

Não foi por acaso que Jesus nasceu em um estábulo e deitado em uma manjedoura. “Embora fosse rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela sua pobreza nos tornássemos ricos.” (2 Coríntios 8: 9). Ele não nasceu em um hospital higienizado e foi colocado em lençóis de seda em um berço de marfim. Na verdade, porém, mesmo isso teria sido um enorme rebaixamento a partir da glória, honra e poder que ele esvaziou-se, a fim de vir ao mundo. Você já ouviu falar de algum proprietário e CEO de uma grande empresa multinacional que deixou toda a sua riqueza, conforto e honra apenas para viver entre os refugos da sociedade, porque ele tinha compaixão por eles e queria ajudá-los? Se você pode imaginar isso, em seguida, multiplique por 1000 e você vai apenas mal começar a compreender o amor e a humildade de Jesus.

2. SUA DEPENDÊNCIA TOTAL DE SEU PAI CELESTIAL

Nós todos parecemos nos esforçar para sermos independentes, para estar no nosso próprio poder e controle. Podemos dizer: “Eu posso cuidar de mim” ou “eu sou uma pessoa auto-suficiente”, com uma boa dose de orgulho. Mas nós estamos vendo como a humildade é permitir que Deus seja tudo, entregando-nos a Ele e à Sua vontade. Em Jesus nós vemos esta perfeita, voluntária, dependência.

Jesus deu ao Pai todo o crédito. Ele tornou-se nada para que Deus pudesse ser tudo. Ele submeteu-se totalmente as palavras do Pai, obras e vontade. É assim que Deus é capaz de ganhar, na vida de Jesus, a redenção da raça humana.

A vida de Cristo é uma vida de abnegação e completa dependência de Deus. Em toda a sua humildade, porém, ele não perdeu nada, porque o Pai “o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e daqueles em terra, e de debaixo da terra, e toda língua confessará que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai “(Filipenses 2:11).

3. SEU SERVIÇO AOS OUTROS

Aquele que se humilha diante de Deus é capaz de humilhar-se diante dos homens. Ele era um servo de todos. Você consegue imaginar o Senhor de todos, levando uma bacia, toalha e água, ajoelhando-se diante dos homens indignos para lavar os pés sujos, incluindo o amigo que em breve iria traí-lo e que o discípulo que insistiria três vezes a mesma noite em que ele não o conhecia ? Ele lavou os pés dos irmãos que estavam preocupados sobre qual deles seria o maior no reino. Que fantástico exemplo que ele nos deu! Se alguma vez pensar que somos muito e poderosos para se ajoelhar diante dos imundos deste mundo para ajudar a remover o seu fedor, então não somos ainda como o Filho de Deus!

4. SEU ESTILO DE VIDA

Jesus levou uma vida simples. Ele não residiu em palácios. Ele mesmo desencorajou um suposto seguidor dizendo: “As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mateus 8:20). Sua simplicidade e humildade tornam-se ainda mais impressionante quando nos lembramos de que Ele é o único que criou o universo. Por todos os direitos, tudo pertencia a ele, mas quando Jesus entrou em Jerusalém para ser coroado como rei dos judeus e Messias, que poderia salvar todas as pessoas, ele escolheu vir montado em um jumento!

Que diferença entre os valores de Jesus e os outros “grandes homens da história”! Eles dizem que Alexandre, o Grande entrou na Índia em uma grande procissão de 200 elefantes pintados, 200 soldados em cavalos negros e 200 leões em torno dele quando ele se sentou em um trono de ouro em cima de uma carruagem de marfim proclamando “Eu sou o Senhor do universo. Eu conquistei o mundo. Agora eu vou conquistar as estrelas “. Alexandre morreu aos 33 anos e hoje é dono de nada. Mas o rei humilde Jesus ainda é o Rei dos reis e Senhor dos senhores. A estrada humilde deste servo despretensioso levou-o para a glória eterna.