O Príncipe e as Dezesseis Virtudes

Um príncipe cristão seguindo os ensinamentos bíblicos decidiu testar as moças do reino com 16 testes de caráter cristão (As 9 principais virtudes conhecidas como Frutos do Espírito e 7 complementares). Aquela que demonstrasse as maiores virtudes seria escolhida como sua esposa. Ele apenas lhes disse que desenvolveria com elas algumas atividades para lhes conhecer melhor, sem mencionar que o caráter delas estava sendo testado. Elas foram convidadas para se hospedarem no palácio na ala dos hóspedes e todo o palácio estava sendo vigiado por câmeras, monitoradas pelo príncipe e pelos auxiliares do príncipe, presentes dentro e ao redor do castelo. Todas as moças estavam sendo observadas. Este era um príncipe sábio que como a Bíblia aconselhou, testava os espíritos para que seu coração encontrasse uma princesa de coração semelhante e vivessem o amor verdadeiro.

Havia um príncipe que temia a Deus e buscava mais do que beleza para escolher sua esposa. Ele conhecia as Escrituras e guardava em seu coração a sabedoria de que “o homem vê o exterior, mas o Senhor vê o coração”.

Muitas jovens do reino eram belas, elegantes e desejavam ocupar o trono ao seu lado. Mas o príncipe sabia que a vida não se sustenta apenas na aparência — e que o verdadeiro amor floresce quando dois corações caminham na mesma verdade.

Assim, decidiu não anunciar um desafio, mas convidar as jovens para participarem de algumas atividades, hospedando-se por um tempo no palácio. Ele não revelou que, em cada situação, estaria observando algo muito mais profundo.

Entre elas estava uma jovem de aparência simples, mas olhar sereno. Não chamava atenção pelos vestidos, mas havia nela uma beleza tranquila que crescia à medida que era conhecida.

Chegando o dia do primeiro teste, o príncipe acordou um pouco ansioso. O primeiro teste era o teste do Amor. O príncipe desejava encontrar uma esposa que soubesse amar de verdade. Para isso, chamou as jovens do reino hospedadas no palácio e propôs que passassem o primeiro dia no abrigo de crianças órfãs. Ele se retirou dizendo que tinha decisões importantes para serem tomadas e que as moças teriam que representá-lo neste dia no abrigo, cumprindo esta tarefa para ele. As moças não avistaram ninguém mais do palácio no abrigo além delas e dos cuidadores simples do orfanato.

Algumas levaram presentes caros, mas mantiveram distância. Outras apenas cumpriram o tempo, olhando o relógio. Outras repudiaram a tarefa e acharam as crianças pobres e um pouco sujas.

Uma jovem, porém, sentou-se no chão, ouviu histórias, enxugou lágrimas e fez cada criança se sentir importante.

Ao final do dia, o príncipe declarou em sua sala de monitoramento:

— O amor não está no que se dá, mas em como se entrega.

E escolheu para quele teste aquela que amou com presença e demonstrou a virtude do Amor.

No segundo dia, que amanheceu com chuva, o príncipe cancelou no meio do dia um grande evento esperado, uma festa para apresentação das candidatas. Muitas reclamaram, murmuraram e perderam o ânimo, além de sentirem raiva por terem passado a manhã se embelezando.

A jovem simples, porém, começou a cantar suavemente em seu quarto e trouxe leveza ao ambiente. Ela já estava apaixonada com o príncipe e feliz por simplesmente estar ali.

Sua virtude da Alegria não dependia das circunstâncias.

No terceiro dia, durante uma situação de conflito entre os servos, o príncipe observou as reações.

Algumas se afastaram, outras tomaram partido com dureza.

A jovem simples aproximou-se com calma, depois que as mais agressivas deixaram o local, ouviu ambos os lados e trouxe reconciliação.

Ela carregava a virtude da Paz.

No quarto dia, o príncipe atrasou propositalmente um encontro importante das jovens com as costureiras do palácio para a confecção dos vestidos da grande festa de anunciação da escolhida. As jovens demonstraram irritação e impaciência.

A jovem simples esperou em silêncio, sem queixar-se, aproveitando o tempo com serenidade pois ela vinha de uma família de costureiras e cresceu ouvindo histórias de maus tratos e falta de educação de mulheres ricas para com as costureiras.

Ela aprendeu a virtude da Paciência com elas.

O quinto dia foi revelador. Foi pedido que as jovens ajudassem nos trabalhos simples do palácio pois as servas estavam todas resfriadas. A maioria recusou e outras fizeram com descaso.

A jovem simples realizou tudo com cuidado e carinho como se fosse algo precioso cuidar do que pertencia ao príncipe. Demonstrando a virtude da Bondade para com aqueles que lhe serviam, lhes substituindo e no zelo ao cuidar do que era dele.

As jovens finalmente ficaram todas felizes no sexto dia. O príncipe mandou anunciar que ofereceria a cada pretendente uma pequena bolsa de moedas de ouro e que deveriam retornar após sete dias.

As jovens ficaram encantadas. Algumas compraram roupas ainda mais luxuosas, outras organizaram banquetes para impressionar o príncipe no palácio, e muitas guardaram o ouro com zelo, acreditando que demonstrar cuidado com os bens seria uma virtude admirável.

Entre elas a jovem simples, de vestes modestas e olhar sereno. Ao sair do palácio, encontrou pelo caminho um homem ferido, uma mãe sem alimento para seus filhos e um idoso que não tinha forças para trabalhar. Sem hesitar, usou todas as moedas para ajudá-los.

Quando o dia marcado chegou, ela retornou ao palácio de mãos vazias. As outras exibiam com orgulho o que haviam feito com o ouro.

O príncipe observou cada uma atentamente, mas seus olhos repousaram sobre a jovem que nada trazia.

— Onde estão as moedas que lhe dei? — perguntou ele.

Com humildade, ela respondeu:

— Senhor, encontrei pessoas que precisavam mais do que eu. Usei tudo para socorrê-las. Nada me restou.

Todas riram da jovem simples. O príncipe se retirou da presença de todas elas refletindo sobre a virtude da Benignidade, gentileza e generosidade que a jovem simples demonstrou.

No sétimo dia o príncipe visitou cada jovem em seu quarto e na porta lhe entregou uma correspondência real com planos para o casamento real que ele pediu que ela protegesse e aguardasse o momento certo de abrirem a correspondência juntos, pois ela havia chamado a atenção do príncipe com seu comportamento e por isso estava confiando nela. Retornou para sua sala de monitoramento e ficou perplexo ao ver que quase todas abriram a correspondência exceto a jovem simples e uma outra jovem que ficou com medo de violar a correspondência. Todas fecharam a correspondência novamente quase que perfeitamente, mas as câmeras as denunciaram. O príncipe era um jovem integro e somente olhava as câmeras quando necessário para avaliação das jovens em teste. A jovem simples foi fiel não por medo, mas por caráter.

Este teste serviu para revelar a virtude da Fidelidade.

No oitavo dia as jovens foram criticadas por terem violado a correspondência real. Algumas reagiram com orgulho ferido pois estavam buscando uma aparência perfeita. A jovem simples respondeu com humildade e calma diante da crítica injusta e permaneceu tranquila, sua força estava no domínio de si. Demonstrando assim, a virtude da Mansidão. A outra jovem que não abriu a correspondência, irou-se com a crítica injusta, e no fundo havia desejado abrir a correspondência.

No nono dia uma fraqueza da jovem simples foi exposta. Em um banquete, foi oferecido de tudo. Algumas se entregaram sem medida. Outras conseguiram moderar-se com equilíbrio por diversos motivos, para ficarem magras ou por estarem sendo observadas. Havia duas etapas do teste. Em um primeiro momento todas juntas, depois deixadas à sós, para testar o domínio próprio na presença de outras pessoas e quando ninguém estava vendo. Nenhuma jovem passou no teste da virtude do Domínio Próprio, depois de serem deixadas com fome antes de ficarem sozinhas no banquete. A jovem simples nunca tinha visto um banquete assim em sua vida. Ela era muito simples. Na presença das demais ficou constrangida, mas quando ficou sozinha no banquete, ela se deliciou com a fartura. Ela até engordou um pouco com a fartura do palácio. Sua ansiedade em um espírito dócil sendo tão testado encontrou nessa condição um desafio para seu caráter.

O príncipe sorriu atrás das câmeras. Ele achava a jovem simples encantadora e a comida sempre em fartura até lhe entediava. E até vislumbrou sentir mais prazer a mesa em sua companhia com seu encantamento com a fartura. Ele sabia que ela seria uma bela princesa que saberia jejuar quando necessário e moderar-se com equilíbrio tendo o afeto do príncipe.

No décimo dia o príncipe elogiou outra jovem diante de todas. Algumas sentiram inveja. A jovem simples sorriu sinceramente, alegrando-se com a presença do príncipe e com seu jeito encantador. Ela desejou receber o elogio para si, mas com a virtude da Humildade, aceitou o elogio da outra jovem, graciosamente.

No décimo primeiro dia o príncipe organizou para que uma a uma das jovens ficasse à sós com seu fiel amigo de quatro patas em uma área especial do jardim que era dele. Esse cão era o leal companheiro do príncipe desde criança. O cão coincidentemente não gostou das jovens que não gostavam de cachorro, assustou algumas, e até rosnou para algumas más que tentaram agredi-lo. A jovem simples que também tinha amiguinhos de quatro patas lhe ofereceu ração e água e brincou com ele, demonstrando a virtude da Integridade.

No décimo segundo dia foi proposta uma reunião com o príncipe que não pode novamente comparecer. Os servos do príncipe pediram para as jovens aguardarem em silêncio. Algumas se distraíram com conversas e outras reclamavam indignadas com outro cancelamento. A jovem simples recolheu-se em oração. Ela havia aprendido a aceitar com retidão, mudanças inesperadas na virtude do Temor a Deus.

No décimo terceiro dia os servos do príncipe informaram as jovens que elas teriam que dormir esta noite na ala mais simples do palácio, onde os servos dormem, pois com as chuvas a ala da hospedaria precisava de reparos. As jovens ricas ficaram aborrecidas e revoltadas. Algumas desistiram de permanecer no palácio, refutando as primícias mais simples do castelo. A jovem de origem simples não teve problemas em dormir em um dos quartos mais simples, semelhantes ao seu quarto de sua residência singela. A metade das jovens permaneceu, mas apenas por que tinham a certeza da residência real ao lado do príncipe. A virtude da Sabedoria, no discernimento de escolhas difíceis foi testada.

No dia seguinte, para a décima quarta virtude ser testada, as servas ofenderam as jovens que tinham ficado enfurecidas de terem que dormir na mesma ala que elas, dizendo que todas elas eram repugnantes por se considerarem superiores. A jovem simples respondeu com graça que não se achava superior e perdoou as servas. Quase todas as outras jovens não suportavam mais as servas e juraram substituí-las quando se tornassem a nova princesa. A virtude do Perdão ficou evidente para o príncipe.

A manhã do décimo quinto dia foi marcada por uma tempestade raramente vista no reino. Dessa vez, as servas tiveram seus quartos cheios de água devido as fortes chuvas. O próprio príncipe pediu para as jovens acolherem as servas em seus quartos para passarem esta noite e que as mesmas não tinham onde dormir. A maioria negou ajuda, achando o pedido absurdamente inaceitável. Muitas eram como princesas, e faziam parte da alta sociedade do reinado. A jovem simples que já havia feito amizade com as servas ficou até em dúvida de qual serva acolher em seu quarto. Outras jovens ofereceram estadia em suas próprias residências para as servas do príncipe no quarto de suas servas. O príncipe havia crescido com estes servos, ajudantes e auxiliares do reinado de sua família e tinha sido educado em tratá-los de forma além de justa, amável. A virtude da Justiça ficou evidente neste teste.

O último dia, o décimo sexto dia, que amanheceu ensolarado foi marcado pela decisão implacável do príncipe de reduzir os confortos do palácio no tempo final dos testes. As jovens em sua maioria estavam exaustas, privadas de sua vida luxuosa e de muito conforto. A jovem simples, por outro lado, estava achando aquela experiência menos desafiadora que sua própria realidade. E permaneceu agradecendo por tudo e a todos que lhe serviam, demonstrando a virtude da Gratidão. O coração grato enxerga riqueza onde outros veem falta.

Ao final, o príncipe disse:

— Não escolho a mais bela aos olhos apenas, mas a mais bela no coração também.

E aquela que viveu as maiores virtudes foi escolhida — e sua beleza interior fez resplandecer tudo o que ela é por dentro.

Ao final, o príncipe reuniu todas em uma bela festa.

Então disse:

— Observei não apenas o que vocês fizeram, mas como fizeram.

Seus olhos repousaram sobre a jovem simples.

— A verdadeira beleza não estava nos vestidos, mas no coração. E o seu coração refletiu aquilo que busco viver.

E tomando suas mãos, declarou:

— Você será minha esposa.

E naquele momento, todos perceberam algo curioso:
a jovem, antes considerada simples, parecia agora radiante.

Não porque havia mudado por fora,
mas porque sua beleza interior iluminava tudo ao seu redor e todo seu ser.

E assim, juntos, governaram com amor, verdade e temor a Deus —
provando que o verdadeiro amor nasce quando dois corações refletem o mesmo caráter e comungam das mesmas virtudes cristãs.

Deus não se esqueceu!

“Deus não se esqueceu do dia em que você entregou seu coração nas mãos dEle. Dizendo que estava disposta a fazer a vontade dEle e não sofrer mais por desilusões dali para frente.

Deus não se esqueceu de suas orações na madrugada. De cada lágrima que rolava em seu rosto quando orava pelo seu futuro marido. Pelo ministério de vocês dois, pelo futuro casamento e pela família linda que formarão.

Deus não se esqueceu, anotou tudinho e disse a Si mesmo: “Ah se você soubesse, filha minha, que os meus sonhos são bem maiores, meus pensamentos vão bem mais longe que os seus. Eu farei mais do que pede, mais do que imagina. Te surpreenderei! Só esteja no centro da minha vontade!”

Deus não se esqueceu dos seus momentos de luta. Quando a dor e a ansiedade sufocava seu coração tentando apagar sua fé. Você pensava em jogar tudo para o alto, pensava em desistir de esperar a promessa.

Pensava que não valia mais a pena. Mas sua fé, mesmo crendo contra a razão, encontrou forças e reanimou seu coração. Deus mais uma vez não esqueceu de você.

Ele, antes de você nascer, já havia planejado tudo. Entregou o roteiro em suas mãos para que com seus passos você pudesse segui-lo. Houve alguns deslizes, alguns tropeços, algumas quedas. Mas o que importa é que você não saiu do caminho. Continuou firme.

Tantas coisas você passou, mas Deus não se esqueceu de você, não se esqueceu das promessas. Todas elas estão com o dia e hora marcados para acontecer. Mas seja firme, seja constante. Pois é a sua fé que os determina.”

Flor da Honestidade – O príncipe e a bela jovem pobre

Um príncipe resolveu se casar e mandou chamar todas as moças do reino que quisessem ser suas pretendentes.

Uma bela jovem muito pobre resolveu participar do desafio. Sua mãe ficou penalizada, pois a garota não tinha as vestes necessárias para competir com as outras, bem mais ricas e igualmente belas.

Mas a jovem, que amava o príncipe, revelou que iria assim mesmo, pois os poucos momentos que passaria na presença de seu amado já seriam válidos.

Chegou o esperado dia, e lá estava ela em meio a centenas de jovens, cada uma mais bela e bem vestida do que a outra.

Entra o príncipe e lança o desafio:

– Todas vocês são realmente muito belas, mas apenas uma será a minha esposa. Vou fazer um teste. Cada qual receberá uma semente. Deverá cultivá-la cuidadosamente. Após dois meses teremos um novo encontro. Aquela que trouxer a flor mais bela será a minha esposa.

A jovem saiu com sua semente e colocou-a em um vaso, cuidou, regou, adubou … e nada!

Procurou ajuda, mas ninguém era capaz de fazer sair um embrião daquela semente. Passados dois meses, a jovem tomou seu vaso vazio e voltou com as outras jovens à presença do príncipe, conforme havia sido combinado.

As suas amigas traziam flores maravilhosas, de todas as cores e tamanhos. Seria difícil para o príncipe escolher a mais bela.

Ao entrar, o herdeiro do rei olhou para todo aquele maravilhoso jardim florido e seu olhar repousou sobre o vaso vazio de nossa amiga. Aproximou-se lentamente e disse:

– Esta será a minha esposa, pois foi a única que trouxe a flor da honestidade. Todas as sementes que distribuí eram estéreis.

E foram felizes para sempre…

Estudo das Profecias Bíblicas do Apocalipse

Estudos Bíblicos feitos por David Jeremiah, fundador do Turning Point, um ministério internacional comprometido em fornecer aos cristãos um ensino bíblico sólido.

Livros:

Agentes do Apocalipse

O mundo do Fim ( The world of the End)

O Livro dos Sinais (The Book of Signs)

O Grande Desaparecimento ( The Great Disappearance)

O que a Bíblia ensina as mulheres:

“As mulheres idosas semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem; para ensinarem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, a serem moderadas, castas, boas donas de casa, a fim de que a Palavra de Deus não seja blasfemada” Tt 2.3-5

Imagino que as armas utilizadas pelas mulheres biblicamente femininas são as orações pedindo juntas: proteção, providência, intercessão divina para os homens: maridos, filhos, pais, irmãos, outros familiares e amigos e o campo de concentração para as mulheres guerreiras biblicamente femininas é o LAR.

Livros:

Formação da Donzela

Feminilidade Diferenciada (Set-Apart Femininity)

Esposa Excelente

Criada para ser sua Auxiliar (Ezer)

Criando Donzelas da Virtude

(clique no post para mais informações sobre os livros)

Sonho de Deus para a mulher cristã

Qual era o sonho de Deus para a mulher ézer antes da desobediência e queda? Como deveria ser essa mulher em termos de beleza, comportamento, relação com marido e filhos, trabalho, postura e vestuário? A mulher moderna agrada a Deus? Que tipo de mulher agrada a Deus?

Essa é uma pergunta profunda, teológica e formativa, e precisa ser respondida com fidelidade bíblica, equilíbrio e sem caricaturas — tanto do passado quanto da mulher moderna.

1. O sonho de Deus para a mulher ézer antes da queda

Antes da desobediência, Deus cria a mulher como “ézer kenegdô” (Gn 2:18), expressão hebraica que significa auxiliadora forte, correspondente, parceira à altura.

Não era submissa no sentido de inferioridade, nem líder autônoma desconectada do homem. Ela foi criada para caminhar ao lado, completar, fortalecer, proteger e cooperar com o homem na missão dada por Deus.

O sonho de Deus não era uma mulher silenciosa, apagada ou decorativa, mas uma mulher plena, segura, sem competição, sem medo, sem vergonha e sem distorções de poder.

Ela vivia em harmonia perfeita:

• com Deus (espiritualidade sem culpa),
• consigo mesma (identidade clara),
• com o marido (parceria sem disputa),
• com a criação (trabalho sem opressão).

2. Beleza da mulher antes da queda

A beleza da mulher ézer não era performática, nem ansiosa por validação.

Ela era bela porque era inteira, verdadeira, sem máscaras.

A Bíblia sugere que:

• Não havia erotização vulgar nem repressão,
• O corpo não era objeto nem instrumento de poder,
• A beleza fluía da glória interior, da pureza e da ordem.
Isso se conecta com textos posteriores como Provérbios 31 e 1 Pedro 3, que mostram que a beleza que agrada a Deus começa dentro e transborda para fora.

3. Comportamento e caráter
Antes da queda, o comportamento da mulher ézer era marcado por:

• Sabedoria espontânea (não manipuladora),
• Respeito natural (não imposto),
• Iniciativa saudável (sem controle),
• Doçura com firmeza (força sem agressividade).

Ela não precisava disputar espaço porque o espaço já lhe pertencia.

4. Relação com o marido

A relação era:
• de confiança absoluta,
• de cooperação, não hierarquia opressiva,
• de unidade de propósito.

Ela não competia com o marido nem o anulava, e o marido não a silenciava nem dominava.

Ambos refletiam juntos a imagem de Deus.

A queda distorceu isso, gerando:
• controle,
• medo,
• dominação,
• rebeldia,
• dependência doentia.

Mas isso não era o plano original.

5. Relação com filhos (em perspectiva do plano original)
Embora os filhos venham após a queda, o princípio permanece:

A mulher foi criada para nutrir vida, não apenas biologicamente, mas:
• emocionalmente,
• espiritualmente,
• culturalmente.

Ela seria uma formadora de pessoas íntegras, não uma mãe exausta, anulada ou culpada, mas uma mulher que educa a partir de uma identidade firme em Deus.

6. Trabalho e atuação no mundo

No Éden, o trabalho existia antes do pecado.

Logo, a mulher não foi criada apenas para o lar, nem apenas para o público, mas para administrar, criar, organizar e multiplicar junto com o homem.

Provérbios 31 reflete isso claramente:
• Ela negocia,
• planta,
• administra,
• trabalha com excelência,
• sem abandonar o lar,
• sem perder a feminilidade.

O problema não é trabalhar fora, nem ficar em casa.
O problema é viver desconectada do chamado e da ordem de Deus.

7. Postura e vestuário

O vestuário, biblicamente, é expressão de:
• identidade,
• pudor,
• intenção do coração.

Antes da queda, não havia vergonha.

Depois da queda, Deus veste o homem e a mulher — não para puni-los, mas para protegê-los.

O padrão bíblico não é repressão nem sensualidade exibicionista, mas:
• modéstia,
• elegância,
• coerência com quem se é diante de Deus.

8. A mulher moderna agrada a Deus?

Algumas agradam. Outras não.

Assim como homens modernos também podem ou não agradar a Deus.

Deus não avalia a mulher pelo tempo histórico em que vive, mas pelo coração, pelas motivações e pela postura diante dEle.

Há mulheres modernas que:

• amam a Deus,
• exercem liderança com humildade,
• cuidam da família,
• trabalham com propósito,
• honram seus maridos,
• vivem com dignidade.

E isso agrada profundamente a Deus.

9. Que tipo de mulher agrada a Deus?

A Bíblia responde com clareza:
• A mulher que teme ao Senhor (Pv 31:30),
• Que busca sabedoria antes de poder,
• Que usa sua força para edificar, não para dominar,
• Que é feminina sem ser frágil,
• Firme sem ser dura,
• Submissa a Deus antes de qualquer outro papel,
• Livre, mas não rebelde,
• Bela por dentro, refletindo isso por fora.

Conclusão

O sonho de Deus nunca foi controlar a mulher, nem apagá-la, nem colocá-la em guerra com o homem.
O sonho de Deus sempre foi redenção da imagem original: uma mulher ézer, inteira, curada, forte, sábia, feminina, cooperadora do Reino.

O que é ser Ézer Kenegdô?

Uma síntese completa, bíblica e organizada, reunindo conceitos do hebraico, principais traduções e referências das Escrituras e paralelos com o contexto moderno — sem impor normas, mas descrevendo como a tradição bíblica apresenta a mulher “Ézer Kenegdô” e quais aplicações são possíveis hoje em termos de parceria, família e até liderança organizacional. O que Deus esperava de Adão e Eva no Éden, ordenanças e predestinação.

Leia o artigo completo, clicando na imagem do post.

Encontrando seu propósito como mulher cristã

Vida Cristã

Quando você era pequena, o que queria ser quando crescesse? Você tinha aspirações, esperanças e sonhos quando era pequena? É isso que você está fazendo agora?

Quando eu era mais nova, queria ser dona de casa. Não é que eu não tivesse grandes aspirações ou objetivos, mas a única coisa que eu sempre quis ser era mãe. Então, quando chegou o ensino médio e era hora de começar a pensar na faculdade e escolher uma área de estudo, eu tive dificuldades. Lembro que parecia que eu tinha escolhido uma área de estudo do nada porque parecia interessante e porque ir para a faculdade e seguir uma carreira era o que eu “deveria” fazer.

Essa mentalidade me levou a transferir de escola três vezes e mudar de área de estudo duas vezes… tudo em dois anos e meio de faculdade. Da Virgínia à Filadélfia, de volta à minha cidade natal na Pensilvânia, pode-se dizer que passei meu tempo em uma turnê universitária pela Costa Leste.

Foi só no final da minha experiência na faculdade que tive uma revelação. Na aula de Oratória que eu estava fazendo, tivemos que fazer uma breve apresentação sobre o que queríamos fazer depois de nos formarmos. Lembro-me de ficar me atrapalhando com o que dizer porque eu só pensava em termos de carreira; quer dizer, era para isso que estávamos lá, certo? Foi então que percebi que não era eu. Não era isso que estava no meu coração e eu sabia que, se tivesse que ser uma paixão que eu inventei, provavelmente não era real.

Então, fiz minha apresentação sobre por que eu queria ser uma dona de casa.

Foi nesse momento que percebi o quão tolos os últimos 2 anos e meio tinham sido. Eu estava trilhando um caminho que não levava a lugar nenhum, em vez de seguir algo que o Senhor havia colocado no meu coração.

Avance 17 anos — e aposto que você nunca vai adivinhar o que eu sei agora. 😉

Conheço muitas pessoas que estão realizando seus sonhos de infância, assim como agora tenho a bênção de ficar em casa com meus filhos; e conheço muitas outras cujas vidas parecem completamente diferentes do que imaginavam. Tenho certeza de que você também.

E, adivinhe? Ambos os cenários são aceitáveis.

Muitas vezes, não temos ideia do que queremos na vida (e estou falando de nós agora, como adultos!). Achamos que sabemos; achamos que sabemos o que é melhor, e às vezes podemos até saber até certo ponto. Mas, muitas vezes, o que escolheríamos para nós mesmos não é o que o Senhor tem para nós.

A pergunta-chave é sempre: “O que o Senhor tem para mim?”

Como Encontrar Seu Propósito
Há muita conversa no mundo sobre encontrar seu propósito na vida. Para encontrar seu propósito, você não precisa recorrer aos seus amigos, fazer todos os testes de personalidade ou ler todos os livros de autoajuda mais recentes.

Encontrar o seu propósito de vida começa com a busca ao Senhor. Ele é o seu Criador – Ele a criou; Ele a formou no ventre da sua mãe e moldou todos os seus dias (Salmo 139:16). Ele conhece o seu valor, o seu mérito e o que Ele planejou para a sua vida.

Comece com o Senhor, irmã. Comece com a oração – vindo diante do seu Pai Celestial e abrindo sua alma a Ele.

Peça a Ele que lhe revele o que Ele está chamando você para fazer. Ele pode não lhe dar todos os detalhes e noções e traçar todo o Seu caminho para você de uma só vez, mas Ele lhe revelará algo. Você só precisa estar pronta para receber e obedecer, especialmente se não se parecer em nada com o que você imaginava (o que acontece com frequência!).


Meu filho, se aceitares as minhas palavras,
e guardares no teu coração os meus mandamentos,
de sorte que inclines o teu ouvido à sabedoria,
e apliques o teu coração ao entendimento;
sim, se clamares por discernimento,
e por entendimento levantares a tua voz,
se a procurares como a prata,
e a procurares como a tesouros escondidos,
então entenderás o temor do SENHOR,
e acharás o conhecimento de Deus.
— Provérbios 2:1-5 NVI

Seus desejos ou os de Deus?
O Salmo 37:4 diz que quando você se deleita no Senhor, Ele lhe concederá os desejos do seu coração. Mas tome cuidado — isso não significa que Ele lhe dará tudo o que você deseja ou quer.

O que isso significa é mais ou menos o seguinte: quando você O busca e tudo o que Ele é com o propósito de se aprofundar em seu conhecimento dEle e, portanto, conhecê-Lo melhor, você começará a se deleitar Nele (quero dizer, como não poderia? — Ele é um Deus tão bom!). Quando você se deleita Nele, seu coração começará a mudar, os desejos e planos que Ele tem para sua vida se tornarão evidentes para você e se tornarão seus desejos também.

Portanto, como mulher cristã, a questão não é como encontrar seu propósito; a questão é como buscar a Deus mais profundamente para que você possa chegar a um ponto em que se deleite Nele de todo o coração.

Busque o Senhor. Busque a justiça. Deleite-se Nele. À medida que Ele revela a Sua vontade a você, encontre o seu chamado Nele, não no mundo ou na sua própria vontade.

Uma Lição de Paulo
Paulo foi chamado para pregar o evangelho e sabia disso. Para ele, não era uma opção — o Senhor o chamou e ele seria obediente para fazê-lo. Em outras palavras, para Paulo, seria uma tragédia que afetaria as profundezas de sua alma não pregar o evangelho.


Pois, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação. Ai de mim se não pregar o evangelho! — 1 Coríntios 9:16 NVI (A palavra “ai” é uma exclamação de pesar.)

Você se sente assim em relação a alguma coisa na vida? Existe algo em sua vida que você sente que a levaria literalmente à morte se não conseguisse fazê-lo? Para mim, é ser mãe. Eu sempre soube, no fundo da minha alma, que queria ser mãe. Ai de mim se não puder ser mãe.

Paulo estava andando tão perto do Senhor que sabia, sem sombra de dúvida, que deveria pregar o evangelho.

Não creio que Paulo fosse mais especial do que você é hoje, irmã. O Senhor a criou como feitura Sua: Ele tem boas obras que preparou para você antes de você nascer, e Ele deseja que você ande nelas (Efésios 2:10).

Para determinar e realizar o que o Senhor a está chamando para fazer, você precisa usar discrição, discernimento e eliminar distrações. Vamos analisar rapidamente cada uma delas e ver o papel que desempenham.

O que é discrição?
A descrição geral de discrição é o direito de escolher o que deve ser feito em uma situação específica. Biblicamente, a discrição frequentemente anda de mãos dadas com a obtenção de sabedoria. Quando recebemos e utilizamos adequadamente a sabedoria de Deus, conhecimento e discrição serão encontrados em nossas vidas (Provérbios 8:12). Seremos capazes de abordar uma situação com a visão de Deus em mente e agir de acordo com Sua Palavra.

Vemos que o Senhor usou discrição na criação:

“Ele fez a terra com o seu poder,
Ele estabeleceu o mundo com a sua sabedoria,
E estendeu os céus com o seu bom senso.
— Jeremias 10:12 NVI

Irmã, se você estiver buscando o Senhor como falamos, estará em estreita comunicação com o Pai. Isso significa que a vontade Dele para a sua vida não será um conhecimento inalcançável flutuando em algum vasto desconhecido. Enquanto você luta para saber o que o Senhor realmente a está chamando para fazer, você deve usar discrição na forma de sabedoria divina para filtrar o ruído.

O que você presume ser o seu chamado está alinhado com a Palavra ou parece ter uma inclinação mundana? Isso a manterá no caminho do Senhor ou lhe proporcionará oportunidades para se afastar Dele? Tudo isso é algo que você pode considerar ao encontrar o seu propósito.

Como a discrição é um dos resultados da obtenção de sabedoria (Provérbios 8:12), você pode ficar tranquila sabendo que a sabedoria de Deus nunca falha. Se você permitir a discrição a preservará (Provérbios 2:11), mantendo-a segura enquanto você se aventura na vontade do Senhor para sua vida.

Discernimento na Bíblia
Então vem o caminho, irmã — o caminho que você segue, para o qual o Senhor a chamou. Para permanecer neste caminho, fazer fielmente o que o Senhor pretende requer discernimento.

Seja este caminho o ministério, um novo emprego, uma mudança de residência, a escolha de um futuro cônjuge ou a escolha da escola para seus filhos — você deve usar o discernimento ao cumprir seu chamado. É imperativo.

A definição padrão de discernimento no dicionário é a capacidade de julgar bem as pessoas e as coisas. Ao analisarmos o discernimento na Bíblia, vemos que ele vai muito mais fundo e especificamente do que isso.

Sob a Lei, um dos papéis dos sacerdotes era ensinar ao povo a diferença entre o certo e o errado; o santo e o profano (Ezequiel 44:23). Eles deveriam ajudá-los a discernir a diferença entre os caminhos do mundo e o caminho de Deus. Mas para nós, que agora vivemos sob a graça, em Cristo, temos o Espírito Santo habitando em nós. Ele então nos traz discernimento espiritual — dia após dia, momento a momento.

Irmã, à medida que você cresce no Senhor, buscando-O e dedicando tempo à Palavra, você progride em maturidade espiritual. Assim, seu discernimento cresce.

“Mas o alimento sólido é para os adultos, isto é, para aqueles que, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem quanto o mal. — Hebreus 5:14 NVI

Sem discernimento espiritual, você está suscetível a cair nas armadilhas do mundo. Você não percebe o que está fazendo. Você está cega e se envolve mais facilmente em uma vida tola. Você não consegue distinguir entre a Palavra de Deus e a filosofia dos homens.

De fato, o discernimento é o que a ajuda a ter entendimento e a andar retamente (Provérbios 15:21).

Não importa o que o Senhor esteja chamando você para fazer, é tolice aventurar-se em seu chamado sem discernimento. Através do poder do Espírito Santo, você tem a capacidade de discernir o bem do mal, o profano do santo; o frutífero do infrutífero. E isso não se aplica apenas às grandes coisas, irmã! Mesmo nos menores “próximos passos” ou decisões que você precisa tomar, o Espírito a guiará, se você O permitir.

Não O ignore!

Quando você clama por discernimento e pede entendimento, a Palavra diz que você entenderá o temor do Senhor e encontrará o conhecimento de Deus (Provérbios 2:3;5).

Não sei você, mas isso me parece um ótimo acordo!

Elimine Distrações e Concentre-se no Seu Chamado
As distrações nos impedem de focar no chamado do Senhor em nossas vidas. O primeiro passo para eliminar distrações é identificar e reconhecer as coisas que, de fato, são distrações. Não perca mais um momento de tempo desnecessário, irmã!

Elimine Distrações
Mais uma vez, irmã, você encontrará muitas informações e orientações do mundo ensinando como encontrar seu propósito. Basta fazer uma busca no Google e você verá. No entanto, acredito que duas das principais razões pelas quais a maioria das pessoas nunca vive seu propósito são:

Sua vontade não se alinha com a vontade de Deus. Sem a crença e a aceitação da obra redentora de Cristo na cruz e da orientação do Espírito Santo, não há como elas estarem em sintonia com o Senhor.

Elas decidem seu propósito (por conta própria) e, além disso, permitem que todas as outras facetas de suas vidas e vozes no mundo as distraiam.

Lembra daquela história que contei sobre minha experiência na faculdade? Sim, foram alguns anos de distração!

Uma distração é algo que impede alguém de dar atenção total a outra coisa.

Uma coisa. Qualquer coisa.

Irmã, suas melhores tentativas de servir ao Senhor e seus melhores compromissos com a igreja podem ser distrações se não forem o que o Senhor está chamando você para fazer. Mesmo que Ele tenha te chamado para algo em uma fase anterior da sua vida, isso pode não ser mais verdade agora. A vontade Dele para você neste momento pode ser diferente agora. É por isso que você deve permanecer em constante comunicação com o Senhor – Ele sabe o que você precisa e onde você precisa estar em qualquer momento.

As distrações não permitem que você se envolva plenamente com o Senhor como deveria e, portanto, você provavelmente perderá o que Ele está te chamando para fazer.

Você tem dificuldade para eliminar distrações da sua vida? Acho que a maioria de nós tem. Mas é muito importante se você quiser manter o foco na missão Dele.

Algumas dicas para eliminar distrações

1: identificar
A primeira coisa que descobri para me ajudar a eliminar distrações é identificá-las. Não vamos nos livrar delas se não as virmos como distrações, certo?! Analise sua vida com sinceridade: que coisas frívolas você está fazendo que desperdiçam seu tempo?

2: avaliar
Avalie seu tempo de tela. TV, redes sociais ou jogos no celular podem ser grandes distrações se usados ​​em excesso. Não quero parecer dura, irmã, mas se você nunca perde o ritmo no seu feed do Facebook, mas acha difícil ter um momento de silêncio diário com Deus, você está distraída.

3: pedir a Deus o ponto de vista dele
Peça a Deus para apontar quaisquer coisas boas que você possa não ver inicialmente como distrações. Isso pode ser na forma de áreas em que você serve ou em certos relacionamentos que você tem. Seu coração e suas intenções podem ser puros e você provavelmente está fazendo algo muito bom — no entanto, se não é o que o Senhor tem para você neste momento, isso está te distraindo da vontade Dele para sua vida agora.

4: Ore por proteção
Ore e peça ao Senhor para te ajudar a manter as distrações sob controle. Você não pode fazer isso sozinha! As distrações têm um jeito de parecerem brilhantes e atraentes. Deixe Deus te ajudar a manter o foco.

5: Busque o Senhor
Busque a vontade de Deus para você agora. Assim que suas principais distrações forem eliminadas, você poderá ver com mais clareza o que Ele quer que você faça. Novamente, “encontrar o seu propósito na vida”, como dizem, só acontece nEle e por meio dEle. Portanto, o primeiro passo é sempre buscar o Senhor.

Você foi chamada para um propósito
Você é uma mulher criada com um propósito, irmã! Não se esqueça disso. Você foi criada com um propósito, sim, mas o Senhor também tem um propósito em mente para você. Não o perca. Ele quer revelá-lo a você e quer que você O busque continuamente e esteja ciente de quando Ele lhe diz para fazer a transição de uma estação para a outra.

Embora eu seja dona de casa, nem sempre fui. Trabalhei em tempo integral por uns bons 13 ou 14 anos (e me tornei mãe durante esse período) antes de ficar em casa. Minha carreira profissional me trouxe muitas bênçãos e me ensinou inúmeras habilidades que agora uso no ministério e na escrita deste blog. Então, serviu a um propósito que o Senhor tinha em minha vida… para aquele tempo.

Mas quando a estação mudou e Ele me chamou para ficar em casa, foi isso que precisou acontecer. Ele tem planos diferentes para mim nesta estação, e preciso estar em sintonia com Ele para estar sempre ciente.

Irmã, os propósitos dEle para a sua vida podem não ser os mesmos em cada estação, mas Deus é o mesmo. Ele não muda. E Ele será fiel para te sustentar e guiar enquanto você permanece fiel a Ele.

Então, junte-se a mim para passar menos tempo buscando o seu propósito de vida sem Deus e, em vez disso, busque a Deus. É lá que todas as respostas se encontram.

Como conectar espiritualmente ao seu marido: momentos de solitude compartilhados

Solitude e Solidão

Solitude é um estado de isolamento e reclusão, é uma situação em que a pessoa não está em contato com outros indivíduos. Esse estado é geralmente decorrente de uma escolha pessoal.

Diferente da solidão, a solitude está associada a sentimentos positivos, à alegria de estar sozinho. Isolar-se voluntariamente pode ser uma forma de entrar em contato consigo mesmo, de fortalecer a autoconfiança e o amor próprio.

A solitude tem a ver com o equilíbrio entre estar sozinho e estar na presença de outras pessoas. Uma pessoa em estado de solitude desfruta de seus momentos de isolamento, mas sabe que possui relações significativas e que pode contar com a companhia de outras pessoas.

Diferença entre solidão e solitude
A solitude é um estado de isolamento voluntário e positivo, já a solidão é uma condição associada à dor e à tristeza. A solidão é um sentimento de vazio, é o desejo de ter a companhia das pessoas, mas não ter.

Na solitude, uma pessoa opta por passar alguns momentos em reclusão pois entende que isso lhe proporcionará sentimentos positivos, crescimento espiritual, autoconhecimento e até mesmo alegria.

A solidão é uma situação não voluntária, em que a pessoa se sente sozinha e não pertencente a um grupo. Nesses casos, estar sozinho significa sofrimento e, quando essa condição persiste, pode ser o gatilho para psicoses e distúrbios mentais.

A solidão pode se desenvolver após a perda de um ente querido ou no final de um relacionamento muito significativo. Porém, é possível que os indivíduos sintam-se sozinhos mesmo na presença de amigos e familiares.

Aspectos positivos e negativos da solitude

O ser humano é um ser social e, portanto, não pode prescindir completamente da companhia das pessoas. O sentido da vida está nas relações que são estabelecidas com os outros, por isso longos períodos de isolamento podem levar ao desenvolvimento de doenças mentais, como a depressão e ansiedade.

O isolamento forçado, inclusive, é uma forma de punição e de tortura praticada ao longo da história. Em prisões é comum que os detentos sejam castigados em celas denominadas “solitárias”, sem a companhia de ninguém. O isolamento voluntário, por outro lado, é uma prática bastante benéfica e, até mesmo, necessária para o ser humano.

A solitude é uma condição em que podemos meditar, refletir sobre nossas vidas, decisões e comportamentos. É um momento propício para despertar a espiritualidade e, para as pessoas religiosas, uma oportunidade para fazer preces e orações.

Estar sozinho e sem as distrações provocadas por outras pessoas também é uma ocasião interessante para o desenvolvimento da criatividade e da fluidez da imaginação.

Solitude Compartilhada

Você conseguiria respeitar o silencio do seu marido? Estar presente sem invadir o espaço dele? Compartilhar o silêncio. Rezar juntos sem ser em voz alta? Acompanhar ele quando ele precisar distanciar do mundo sem que para isso ele precise estar sozinho?

Apreciar a companhia dele e preferi-la ao ponto de preferir estar à sós com ele do que completamente sozinha?

Acredito que os homens precisam ficar sozinhos em suas cavernas quando estão exaustos de não poderem ser eles mesmos. E precisam de tempo à sós para entrarem em contato com seu verdadeiro eu, autêntico, em um espaço de não julgamento e sem cobranças, sem competição. Um momento para simplesmente ser, distanciar do ter e fazer.

No filme “Na Natureza Selvagem” fiquei imaginando se o rapaz tivesse um sentido maior para sua existência, como o amor romântico compartilhado, ele conseguiria lidar com a sociedade sem sentir vontade de fugir. No final quando ele descobre que a felicidade só é real quando compartilhada e decide voltar para a cidade, perdoar seus familiares e constituir uma família, ele não consegue atravessar o rio no verão, agora descongelado, que estava congelado durante o inverno no trajeto de ida. No filme, juntos caminhamos pela linha entre o isolamento e a intimidade, enquanto observamos McCandless a tentar isolar-se do mundo mas a cada passo pelo caminho a forjar relações profundamente íntimas com todos aqueles com quem se cruza pelo caminho (eventualmente, no final, percebe a necessidade do contato humano e da ligação e partilha com os outros).

Acredito que a experiência da caverna nos homens é nociva. Um sinal de que só conseguem ser eles mesmos, sozinhos. É perigoso um homem em estado alterado, com raiva, vivendo o conflito nas relações de luta ou fuga, se machucar no caminho tentando fugir, não conseguir ajuda ou mesmo não conseguir voltar para a casa.

Como conhecer a alma do seu marido? Conhecendo ele por dentro. Não só aceitando ele como ele é como amando profundamente quem ele é. Sendo uma confidente para os seus segredos e respeitando o seu silêncio. Dando a ele total liberdade e segurança para compartilhar seus pensamentos e sentimentos e também para silenciar. Um silêncio diferente. Não o de não poder falar, mas de não precisar falar. Conhecer ele a ponto de não depender somente das palavras para a comunicação. Sentir ele por dentro, sem contato físico.

E se o momento de solitude for compartilhado? A necessidade de estar em contato com a natureza, de isolamento e reclusão, compartilhados? A mulher precisa aprender a silenciar também para aprender a estar com o marido sem os dois precisarem se sentir sós ou ficarem sozinhos. E se o momento de silenciar para ouvir a Deus, for compartilhado, sem precisar soltar as mãos? E se o homem guiar a mulher até nesta jornada interior? Caminhando ao ar livre, remando em um lago em um barquinho, andando de bicicleta, ouvindo música juntos, rezando juntos, acendendo uma fogueira, ficando em silêncio, juntos?

Não ser motivo para ele querer fugir, mas se ele quiser fugir, ser uma companheira que ele quer que fuja com ele.