O Príncipe e as Dezesseis Virtudes

Um príncipe cristão seguindo os ensinamentos bíblicos decidiu testar as moças do reino com 16 testes de caráter cristão (As 9 principais virtudes conhecidas como Frutos do Espírito e 7 complementares). Aquela que demonstrasse as maiores virtudes seria escolhida como sua esposa. Ele apenas lhes disse que desenvolveria com elas algumas atividades para lhes conhecer melhor, sem mencionar que o caráter delas estava sendo testado. Elas foram convidadas para se hospedarem no palácio na ala dos hóspedes e todo o palácio estava sendo vigiado por câmeras, monitoradas pelo príncipe e pelos auxiliares do príncipe, presentes dentro e ao redor do castelo. Todas as moças estavam sendo observadas. Este era um príncipe sábio que como a Bíblia aconselhou, testava os espíritos para que seu coração encontrasse uma princesa de coração semelhante e vivessem o amor verdadeiro.

Havia um príncipe que temia a Deus e buscava mais do que beleza para escolher sua esposa. Ele conhecia as Escrituras e guardava em seu coração a sabedoria de que “o homem vê o exterior, mas o Senhor vê o coração”.

Muitas jovens do reino eram belas, elegantes e desejavam ocupar o trono ao seu lado. Mas o príncipe sabia que a vida não se sustenta apenas na aparência — e que o verdadeiro amor floresce quando dois corações caminham na mesma verdade.

Assim, decidiu não anunciar um desafio, mas convidar as jovens para participarem de algumas atividades, hospedando-se por um tempo no palácio. Ele não revelou que, em cada situação, estaria observando algo muito mais profundo.

Entre elas estava uma jovem de aparência simples, mas olhar sereno. Não chamava atenção pelos vestidos, mas havia nela uma beleza tranquila que crescia à medida que era conhecida.

Chegando o dia do primeiro teste, o príncipe acordou um pouco ansioso. O primeiro teste era o teste do Amor. O príncipe desejava encontrar uma esposa que soubesse amar de verdade. Para isso, chamou as jovens do reino hospedadas no palácio e propôs que passassem o primeiro dia no abrigo de crianças órfãs. Ele se retirou dizendo que tinha decisões importantes para serem tomadas e que as moças teriam que representá-lo neste dia no abrigo, cumprindo esta tarefa para ele. As moças não avistaram ninguém mais do palácio no abrigo além delas e dos cuidadores simples do orfanato.

Algumas levaram presentes caros, mas mantiveram distância. Outras apenas cumpriram o tempo, olhando o relógio. Outras repudiaram a tarefa e acharam as crianças pobres e um pouco sujas.

Uma jovem, porém, sentou-se no chão, ouviu histórias, enxugou lágrimas e fez cada criança se sentir importante.

Ao final do dia, o príncipe declarou em sua sala de monitoramento:

— O amor não está no que se dá, mas em como se entrega.

E escolheu para quele teste aquela que amou com presença e demonstrou a virtude do Amor.

No segundo dia, que amanheceu com chuva, o príncipe cancelou no meio do dia um grande evento esperado, uma festa para apresentação das candidatas. Muitas reclamaram, murmuraram e perderam o ânimo, além de sentirem raiva por terem passado a manhã se embelezando.

A jovem simples, porém, começou a cantar suavemente em seu quarto e trouxe leveza ao ambiente. Ela já estava apaixonada com o príncipe e feliz por simplesmente estar ali.

Sua virtude da Alegria não dependia das circunstâncias.

No terceiro dia, durante uma situação de conflito entre os servos, o príncipe observou as reações.

Algumas se afastaram, outras tomaram partido com dureza.

A jovem simples aproximou-se com calma, depois que as mais agressivas deixaram o local, ouviu ambos os lados e trouxe reconciliação.

Ela carregava a virtude da Paz.

No quarto dia, o príncipe atrasou propositalmente um encontro importante das jovens com as costureiras do palácio para a confecção dos vestidos da grande festa de anunciação da escolhida. As jovens demonstraram irritação e impaciência.

A jovem simples esperou em silêncio, sem queixar-se, aproveitando o tempo com serenidade pois ela vinha de uma família de costureiras e cresceu ouvindo histórias de maus tratos e falta de educação de mulheres ricas para com as costureiras.

Ela aprendeu a virtude da Paciência com elas.

O quinto dia foi revelador. Foi pedido que as jovens ajudassem nos trabalhos simples do palácio pois as servas estavam todas resfriadas. A maioria recusou e outras fizeram com descaso.

A jovem simples realizou tudo com cuidado e carinho como se fosse algo precioso cuidar do que pertencia ao príncipe. Demonstrando a virtude da Bondade para com aqueles que lhe serviam, lhes substituindo e no zelo ao cuidar do que era dele.

As jovens finalmente ficaram todas felizes no sexto dia. O príncipe mandou anunciar que ofereceria a cada pretendente uma pequena bolsa de moedas de ouro e que deveriam retornar após sete dias.

As jovens ficaram encantadas. Algumas compraram roupas ainda mais luxuosas, outras organizaram banquetes para impressionar o príncipe no palácio, e muitas guardaram o ouro com zelo, acreditando que demonstrar cuidado com os bens seria uma virtude admirável.

Entre elas a jovem simples, de vestes modestas e olhar sereno. Ao sair do palácio, encontrou pelo caminho um homem ferido, uma mãe sem alimento para seus filhos e um idoso que não tinha forças para trabalhar. Sem hesitar, usou todas as moedas para ajudá-los.

Quando o dia marcado chegou, ela retornou ao palácio de mãos vazias. As outras exibiam com orgulho o que haviam feito com o ouro.

O príncipe observou cada uma atentamente, mas seus olhos repousaram sobre a jovem que nada trazia.

— Onde estão as moedas que lhe dei? — perguntou ele.

Com humildade, ela respondeu:

— Senhor, encontrei pessoas que precisavam mais do que eu. Usei tudo para socorrê-las. Nada me restou.

Todas riram da jovem simples. O príncipe se retirou da presença de todas elas refletindo sobre a virtude da Benignidade, gentileza e generosidade que a jovem simples demonstrou.

No sétimo dia o príncipe visitou cada jovem em seu quarto e na porta lhe entregou uma correspondência real com planos para o casamento real que ele pediu que ela protegesse e aguardasse o momento certo de abrirem a correspondência juntos, pois ela havia chamado a atenção do príncipe com seu comportamento e por isso estava confiando nela. Retornou para sua sala de monitoramento e ficou perplexo ao ver que quase todas abriram a correspondência exceto a jovem simples e uma outra jovem que ficou com medo de violar a correspondência. Todas fecharam a correspondência novamente quase que perfeitamente, mas as câmeras as denunciaram. O príncipe era um jovem integro e somente olhava as câmeras quando necessário para avaliação das jovens em teste. A jovem simples foi fiel não por medo, mas por caráter.

Este teste serviu para revelar a virtude da Fidelidade.

No oitavo dia as jovens foram criticadas por terem violado a correspondência real. Algumas reagiram com orgulho ferido pois estavam buscando uma aparência perfeita. A jovem simples respondeu com humildade e calma diante da crítica injusta e permaneceu tranquila, sua força estava no domínio de si. Demonstrando assim, a virtude da Mansidão. A outra jovem que não abriu a correspondência, irou-se com a crítica injusta, e no fundo havia desejado abrir a correspondência.

No nono dia uma fraqueza da jovem simples foi exposta. Em um banquete, foi oferecido de tudo. Algumas se entregaram sem medida. Outras conseguiram moderar-se com equilíbrio por diversos motivos, para ficarem magras ou por estarem sendo observadas. Havia duas etapas do teste. Em um primeiro momento todas juntas, depois deixadas à sós, para testar o domínio próprio na presença de outras pessoas e quando ninguém estava vendo. Nenhuma jovem passou no teste da virtude do Domínio Próprio, depois de serem deixadas com fome antes de ficarem sozinhas no banquete. A jovem simples nunca tinha visto um banquete assim em sua vida. Ela era muito simples. Na presença das demais ficou constrangida, mas quando ficou sozinha no banquete, ela se deliciou com a fartura. Ela até engordou um pouco com a fartura do palácio. Sua ansiedade em um espírito dócil sendo tão testado encontrou nessa condição um desafio para seu caráter.

O príncipe sorriu atrás das câmeras. Ele achava a jovem simples encantadora e a comida sempre em fartura até lhe entediava. E até vislumbrou sentir mais prazer a mesa em sua companhia com seu encantamento com a fartura. Ele sabia que ela seria uma bela princesa que saberia jejuar quando necessário e moderar-se com equilíbrio tendo o afeto do príncipe.

No décimo dia o príncipe elogiou outra jovem diante de todas. Algumas sentiram inveja. A jovem simples sorriu sinceramente, alegrando-se com a presença do príncipe e com seu jeito encantador. Ela desejou receber o elogio para si, mas com a virtude da Humildade, aceitou o elogio da outra jovem, graciosamente.

No décimo primeiro dia o príncipe organizou para que uma a uma das jovens ficasse à sós com seu fiel amigo de quatro patas em uma área especial do jardim que era dele. Esse cão era o leal companheiro do príncipe desde criança. O cão coincidentemente não gostou das jovens que não gostavam de cachorro, assustou algumas, e até rosnou para algumas más que tentaram agredi-lo. A jovem simples que também tinha amiguinhos de quatro patas lhe ofereceu ração e água e brincou com ele, demonstrando a virtude da Integridade.

No décimo segundo dia foi proposta uma reunião com o príncipe que não pode novamente comparecer. Os servos do príncipe pediram para as jovens aguardarem em silêncio. Algumas se distraíram com conversas e outras reclamavam indignadas com outro cancelamento. A jovem simples recolheu-se em oração. Ela havia aprendido a aceitar com retidão, mudanças inesperadas na virtude do Temor a Deus.

No décimo terceiro dia os servos do príncipe informaram as jovens que elas teriam que dormir esta noite na ala mais simples do palácio, onde os servos dormem, pois com as chuvas a ala da hospedaria precisava de reparos. As jovens ricas ficaram aborrecidas e revoltadas. Algumas desistiram de permanecer no palácio, refutando as primícias mais simples do castelo. A jovem de origem simples não teve problemas em dormir em um dos quartos mais simples, semelhantes ao seu quarto de sua residência singela. A metade das jovens permaneceu, mas apenas por que tinham a certeza da residência real ao lado do príncipe. A virtude da Sabedoria, no discernimento de escolhas difíceis foi testada.

No dia seguinte, para a décima quarta virtude ser testada, as servas ofenderam as jovens que tinham ficado enfurecidas de terem que dormir na mesma ala que elas, dizendo que todas elas eram repugnantes por se considerarem superiores. A jovem simples respondeu com graça que não se achava superior e perdoou as servas. Quase todas as outras jovens não suportavam mais as servas e juraram substituí-las quando se tornassem a nova princesa. A virtude do Perdão ficou evidente para o príncipe.

A manhã do décimo quinto dia foi marcada por uma tempestade raramente vista no reino. Dessa vez, as servas tiveram seus quartos cheios de água devido as fortes chuvas. O próprio príncipe pediu para as jovens acolherem as servas em seus quartos para passarem esta noite e que as mesmas não tinham onde dormir. A maioria negou ajuda, achando o pedido absurdamente inaceitável. Muitas eram como princesas, e faziam parte da alta sociedade do reinado. A jovem simples que já havia feito amizade com as servas ficou até em dúvida de qual serva acolher em seu quarto. Outras jovens ofereceram estadia em suas próprias residências para as servas do príncipe no quarto de suas servas. O príncipe havia crescido com estes servos, ajudantes e auxiliares do reinado de sua família e tinha sido educado em tratá-los de forma além de justa, amável. A virtude da Justiça ficou evidente neste teste.

O último dia, o décimo sexto dia, que amanheceu ensolarado foi marcado pela decisão implacável do príncipe de reduzir os confortos do palácio no tempo final dos testes. As jovens em sua maioria estavam exaustas, privadas de sua vida luxuosa e de muito conforto. A jovem simples, por outro lado, estava achando aquela experiência menos desafiadora que sua própria realidade. E permaneceu agradecendo por tudo e a todos que lhe serviam, demonstrando a virtude da Gratidão. O coração grato enxerga riqueza onde outros veem falta.

Ao final, o príncipe disse:

— Não escolho a mais bela aos olhos apenas, mas a mais bela no coração também.

E aquela que viveu as maiores virtudes foi escolhida — e sua beleza interior fez resplandecer tudo o que ela é por dentro.

Ao final, o príncipe reuniu todas em uma bela festa.

Então disse:

— Observei não apenas o que vocês fizeram, mas como fizeram.

Seus olhos repousaram sobre a jovem simples.

— A verdadeira beleza não estava nos vestidos, mas no coração. E o seu coração refletiu aquilo que busco viver.

E tomando suas mãos, declarou:

— Você será minha esposa.

E naquele momento, todos perceberam algo curioso:
a jovem, antes considerada simples, parecia agora radiante.

Não porque havia mudado por fora,
mas porque sua beleza interior iluminava tudo ao seu redor e todo seu ser.

E assim, juntos, governaram com amor, verdade e temor a Deus —
provando que o verdadeiro amor nasce quando dois corações refletem o mesmo caráter e comungam das mesmas virtudes cristãs.

Como Deus imaginou o casamento

Como Deus imaginou o casamento para o homem cristão?

“Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres e tratem-nas com honra, como parte mais frágil e co-herdeiras do dom da graça da vida…” (1Pedro 3.7)

Depois de pouco tempo, muitos percebem que nem mesmo as melhores circunstâncias, os desejos mais nobres e a casa mais bonita garantem um bom casamento. Em vez do céu na terra, em vez da vida nas nuvens, o que vem é frustração diária ou mesmo o inferno na terra. Desiludidos, muitos maridos logo caem na real e resignam-se a viver uma irritação mútua diária. Não são poucos os que, por puro desespero, jogam-se no trabalho, refugiam-se em algum passatempo, consolam-se com uma “bebida” ou caem em permanente letargia.

Mas com certeza não era isso que Deus imaginava quando pensou no casamento!

Por que Deus criou o casamento?

Deus não criou o casamento para que o ser humano levasse uma vida frustrada por causa da guerrinha diária dos sexos. Ele planejava algo muito maior! Procurou para seu filho amado uma noiva apropriada. Assim como criou uma esposa especialmente para Adão, ele deu vida à igreja para seu Filho, nosso Senhor e Salvador. Deus quer usar o relacionamento entre o homem e a mulher em um casamento harmonioso e feliz como metáfora para a relação singular entre Cristo e sua igreja (Efésios 5.22-33). Portanto, Deus deseja que nós, seres humanos – e especialmente nós cristãos –, vivamos, experimentemos e pratiquemos em nossos casamentos um pouco do amor, da fidelidade, do compromisso e da intimidade do Senhor conosco.

Quais são os pré-requisitos para um casamento harmonioso e feliz?

Justamente esse exemplo do relacionamento do nosso Senhor com sua igreja deixa claro quais são os pré-requisitos que nós homens precisamos atender para ter um casamento bom e abençoado: “Maridos, ame cada um a sua mulher” (Efésios 5.25; Colossenses 3.19; 1Pedro 3.7). Aparentemente essa ordem é especialmente necessária para nós homens. Muitas vezes o nosso amor (ou aquilo que entendemos por amor), afeto e respeito dependem de circunstâncias exteriores, das nossas emoções, do amor que recebemos ou da nossa pressão arterial. Mas o exemplo do nosso Senhor Jesus (Efésios 5.25) mostra que amor não é, em primeiro lugar, um sentimento. Reconhecemos o seu amor por nós em sua completa entrega a Deus e no seu sacrifício pessoal até a morte, por meio da qual nos comprou. Portanto, o amor também não é tanto algo para ser expresso em palavras (“Eu te amo tanto…”), mas ele se torna visível em atos, no compromisso, na atitude de assumir a responsabilidade. Isso significa que eu, como marido, não assumo apenas a responsabilidade pelo bem-estar físico da minha mulher; Deus espera também que eu cuide de seu bem-estar e crescimento espirituais (v. 26-27).

Somos convocados!

Deus deu uma esposa a Adão. Deus criou a mulher especificamente para completá-lo, para que lhe correspondesse (Gênesis 2.18), como uma parte dele mesmo. Ele diz que ambos formam uma unidade (Gênesis 2.24), e penso que isso não se refere apenas à alegria da sexualidade protegida pelo casamento, mas também à união de alma e espírito, isto é, uma unidade interior, em que ambos se entendem e são entendidos. “Unir-se à mulher” não significa agarrar-se a ela e não soltar, mas ligar-se a ela com fidelidade íntima. Mas isso também significa que nós homens temos responsabilidade total por nossas esposas perante Deus – inclusive por suas eventuais falhas. Deus, por exemplo, responsabiliza Adão pelo pecado de sua esposa (Gênesis 3.9). Assim como Adão, também nós gostamos de nos eximir dessa responsabilidade e de empurrar a culpa para os outros (Gênesis 3.12) – até mesmo para Deus.

A convivência diária

A convivência diária muitas vezes se mostra difícil. Deus sabe disso. Por isso ele nos convoca em Colossenses 3.19: “Maridos, ame cada um a sua mulher e não a tratem com amargura”. Em 1Pedro 3.7 ele aconselha: “… sejam sábios no convívio com suas mulheres e tratem-nas com honra, como parte mais frágil”. Ele conhece bem a natureza e os sentimentos diferentes da mulher, e nos conclama a ter consideração com elas, não apenas aceitando-as, mas respeitando-as com essa sua diversidade.

Como podemos cumprir essa ordem?

Apesar de toda a nossa boa vontade, nós maridos rapidamente descobrimos nossos limites, falhas e culpas nessa área, e praticamente nos desesperamos na tentativa de atender às expectativas de Deus em relação ao casamento.

Mas Deus quer nos encorajar a viver essa harmonia interna e a bênção do casamento com a ajuda do Senhor Jesus. O sábio autor de Eclesiastes disse o seguinte: “Um cordão de três dobras não se rompe com facilidade” (4.12). Isso significa: quando o Senhor Jesus se torna e continua sendo o fundamento, o centro e o objetivo do nosso casamento, o matrimônio feliz e abençoado se torna uma realidade.

O casamento não é um fim em si mesmo

Sempre que o Senhor Jesus é o centro da nossa vida em comum, quando nós, como marido e mulher, vivemos para ele e desejamos servi-lo, o casamento não será um fim em si mesmo. Assim como o relacionamento da igreja com Cristo almeja servir aos outros e engrandecer a Deus, também o casamento feliz quer servir ao próximo e apontar para Jesus. Há muitos anos, o líder de um retiro disse-me, de forma muito apropriada: “Quando dois cristãos se casam, na verdade eles deveriam produzir o dobro de resultados para o Senhor!”. No entanto, muitos casamentos estão fechados ao serviço conjunto para Deus por causa das dificuldades internas.

Por isso, é preciso que nós maridos nos arrependamos das nossas falhas no casamento, do nosso egoísmo e da nossa irresponsabilidade.

Assim, nosso casamento poderá experimentar a harmonia, a segurança, a paz interior e a bênção do nosso Senhor, servindo para glorificar a Deus.

Como Deus imaginou o casamento para a mulher cristã?

“Do mesmo modo, mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, a fim de que, se ele não obedece à palavra, seja ganho sem palavras, pelo procedimento de sua mulher, observando a conduta honesta e respeitosa de vocês.” (1Pedro 3.1-2)

Como Deus pensou nosso casamento?

O casamento – dos cristãos de forma especial – foi feito para demonstrar algo muito mais precioso a este mundo: a relação íntima entre Cristo e sua igreja. Em Efésios 5.22-33 este amor, fidelidade, compromisso e entrega do nosso Senhor à sua igreja são comparados ao relacionamento entre homem e mulher no casamento. E penso que Deus deu à mulher uma capacidade especial de compreender, sentir e ansiar por esta relação profunda de amor e fidelidade no casamento.

Como a mulher pode contribuir para isso?

Os textos de Efésios 5.22-33, Colossenses 3.18-19 e 1Pedro 3.1-2 não descrevem apenas a tarefa e a responsabilidade do marido em relação à sua mulher e ao casamento, mas também a “tarefa de casa” da mulher cristã em relação ao seu marido. Com certeza Deus não deu esse encargo às mulheres a fim de oprimi-las, escravizá-las ou irritá-las. Afinal, ele a criou com um forte anseio por segurança e direcionamento, e por isso ele é quem melhor sabe como a mulher pode ter essas necessidades atendidas e obter bênção em seu casamento. Por um lado, ele chama o homem à responsabilidade e exigirá dele prestação de contas em relação à sua tarefa, mas por outro lado também a esposa cristã tem seus deveres para que Deus possa abençoar o casamento. Ainda que hoje o nosso pensamento marcado pelo humanismo e pela emancipação se oponha diametralmente ao “manual do casamento” dado por Deus, isso de forma alguma nos exime do dever de agir de acordo com a Palavra do Senhor. Nem mesmo quando o marido, por exemplo, não age de acordo com tais mandamentos. Os versos de 1Pedro 3.1-2, transcritos acima, deixam isso muito claro.

O que significa sujeitar-se?

Hoje em dia, muitas mulheres têm dificuldade em entender essa expressão e a ordem de Deus. O comportamento do Senhor Jesus em relação às mulheres mostra claramente que isso de forma nenhuma representa desvalorizar ou diminuir a importância da mulher diante de Deus e dos homens. Na verdade, Deus propositadamente criou homem e mulher com naturezas, características e habilidades diferentes, para que eles pudessem assumir tarefas e responsabilidades diferentes na sociedade. Para o casamento, Deus determinou áreas de responsabilidade diferentes – uma distribuição de tarefas, mas não uma competição.

Um exemplo: uma orquestra normalmente tem o primeiro violino e o segundo violino. Para ambos os instrumentos, o compositor escreveu melodias específicas. Não há lugar para concorrência ou inveja. Um toca em função do outro. Ambos precisam acompanhar o mesmo andamento, sendo que obviamente apenas um dos violinos pode ser responsável por determiná-lo. O compositor deu essa tarefa ao primeiro violino, mas isso não significa desprezo ao segundo. O primeiro violino tem a tarefa de conduzir. A harmonia completa só surge quando cada instrumentista ensaia e toca a parte que lhe cabe e quando o segundo violino acompanha o andamento do primeiro. Isso requer mente e ouvidos atentos e adaptação mútua.

Assim Deus distribuiu tarefas e responsabilidades no casamento de forma diferente. Atenção, ouvido aberto e adaptação de um ao outro nos ajudarão a alcançar uma harmoniosa unanimidade no casamento.

De forma bem-humorada, poderíamos dizer: “Numa bicicleta de dois lugares, só um pode pilotar – mas apenas segurar o guidão não leva a lugar algum. Assim, ambos pedalam e avançam – e as crianças podem ir junto na cadeirinha infantil…”.

“Não consigo fazer isso!”

Talvez você pense que sua situação é muito diferente, e que Deus deveria libertá-la da necessidade de sujeitar-se de forma consciente. Talvez você pense que seu casamento só funcionaria se você tocasse o primeiro violino. Talvez você esteja decepcionada com sua situação, já amargurada ou talvez resignada. Como lidar com isso?

Há esposas que “engolem”, “escondem” sua má vontade. Mas em algum lugar e em algum momento haverá uma explosão. A falta de perdão é como uma mina terrestre: pode até crescer grama por cima dela, mas em algum momento ela estoura!

Há esposas que explodem logo ou restringem-se a reclamações. Não: você não conseguirá educar seu marido. Isso era responsabilidade dos pais dele, não da esposa.

Há esposas que tentam retribuir, pagar na mesma moeda, castigar com falta de carinho ou impor sua vontade. Isso envenena o ambiente e sufocará o casamento.

O que a Bíblia recomenda nessas situações de risco?

O trecho acima, de 1Pedro 3.1-6, contém uma promessa grandiosa para o comportamento exemplar da mulher cristã para com seu marido. O marido pode ser ganho pelo procedimento calado da cristã, ou seja, sem sermões, acusações, castigos, reclamações ou explosões. A palavra-chave é “ganho”, não coagido! Um exemplo de procedimento calado é Sara, que em suas ocasiões se decepcionou amargamente em seu casamento com Abraão. Duas vezes ele negou ser casado com ela. Ele praticamente tirou a aliança da mão e declarou-a como sendo sua irmã. Só a intervenção de Deus foi capaz de salvar esse casamento (veja na p. 53).

Ah, se pudéssemos reaprender a levar todas as nossas dores a este Deus que só quer o nosso bem. Vamos confiar que ele cumprirá suas promessas e curará nossos casamentos, esforçando-nos, com arrependimento e confissão, para ocupar a posição que Deus planejou para nós e ser um testemunho por meio da nossa dependência do Senhor. Só assim nossos casamentos realmente demonstrarão o amor e a dedicação que Cristo tem por sua igreja.

Autor: Eberhard Platte

Fonte: http://www.chamada.com.br/mensagens/deus_casamento.html

A mulher sábia edifica a sua casa

Provérbios 31

A mulher sábia edifica a sua casa. Sua fé e disciplina espiritual a capacitam para falar e agir com amor. O Espírito Santo modifica a sua atitude para falar e agir com amor. Ela trabalha e aceita as suas responsabilidades as acolhendo com alegria. Ela vê o cuidado da família e do lar como uma benção. Ela é grata e valoriza todos os que a ajudam a cuidar de sua família e do seu lar. A feminilidade bíblica faz a mulher viver o convívio com a família, o cuidado do marido e dos filhos e das tarefas domésticas com gratidão, alegria, diligência, humildade. Para ela a família e o lar são sagrados. Ela é abençoada com uma vida que se submete à vontade de Deus e Seu propósito. Ela ama trabalhar e dedicar seu trabalho para Deus. Ela ama servir. Ela ama ajudar quem precisa. Deus modifica a nossa atitude, quando Deus está acima de tudo em nossas vidas.

A mulher tem o poder de levantar ou derrubar o marido, de fazer com que o lar seja um refúgio de amor onde ele se reabastece para enfrentar o mundo lá fora e garantir a provisão do sustento da família.

A mulher precisa criar um ambiente físico e emocional onde o seu marido se sinta confortável em casa. A casa deve conter a identidade do marido também e não só da esposa. O quarto do casal deve ser decorado de forma neutra, nem masculino e nem feminino. Mesmo que marido e mulher dividem o mesmo espaço é necessário respeitar o espaço e privacidade um do outro. Respeitar o espaço do outro com relação a barulho e silêncio. Bater na porta do quarto de casal, se estiver fechada. Pedir licença para acender a luz. Se um dos dois quer dormir, quem quer ficar acordado ir para outro cômodo ao invés de deixar a luz acessa. O marido também deve ajudar a escolher, planejar e revezar o preparo das refeições. Quando algo estragar em casa, o marido conserta ou chama alguém para consertar se não souber. Se sentir confortável em casa, ao invés de acuado, não como visita mesmo sendo o morador. Ele é o chefe da família que tem uma vida pacífica e honrada, o patriarca.

A esposa deve dar o exemplo aos filhos de como respeitar o marido e o pai deles. Para os meninos aprenderem a ser respeitados e as meninas aprenderem como respeitar seus futuros cônjuges. Não somente isso, mas também para criar um ambiente emocional saudável em casa. A esposa não deve tratar o marido como filho, dando-lhe ordens ou lhe dizendo o que fazer. O pai é a autoridade máxima em casa, onde a esposa deve ser submissa ao esposo, respeitando-o e tendo sua opinião como decisão final em todos os assuntos, devido a sua autoridade como líder espiritual e provedor da família.

Como líder espiritual o marido e pai é quem lidera os momentos de oração e estudo bíblico.

O marido necessita de um lar organizado, não só fisicamente como emocionalmente também. Os filhos precisam respeitar o espaço do pai com relação a barulho e silêncio e necessidade de descanso e tempo à sós com a mulher. Isso é possível quando as crianças são saudáveis e tem uma rotina de atividades educacionais, lúdicas e atividades físicas para gastarem energia, sem ficarem hiperativos, tendo as crianças também um pequeno tempo de descanso durante o dia. As crianças precisam de horário para acordar, descansar durante o dia e horário para dormir. Assim o marido e a esposa juntos como casal e como família na companhia dos filhos conseguem ter tempo de qualidade juntos.

O homem às vezes se perde no relacionamento com a esposa. E para recuperar sua identidade ele precisa de espaço. Às vezes ele precisa desse espaço para se preservar em uma briga. Ele necessita de espaço para solitude e tempo com Deus. Esse espaço deve ser consentido de forma deliberada e positiva, mesmo que a esposa fique com receio deste afastamento. Ele não deve ser punido por necessitar desse espaço e se afastar, mesmo que a esposa se sinta ressentida. O marido, se possível, precisa também fazer a esposa se sentir segura do seu retorno. A esposa pode aproveitar este espaço para solitude e tempo com Deus. Ambos precisam de Deus como fonte de amor e não podem exigir um do outro o que só Deus pode dar.

Os homens não são como as mulheres que reclamam quando não têm o que precisam. Como no trabalho, eles têm que suportar maus tratos, injustiça, cansaço porque não podem perder o emprego. Assim eles se silenciam diante de suas necessidades em casa também. Se a mulher não cria um espaço em casa onde o marido se encontre, se sinta amado, respeitado, possa descansar e tenha a gratidão da mulher e dos filhos por tudo que ele enfrenta para sustentar a família, ela corre o risco de derrubá-lo.

Cristo: O Príncipe da Paz como exemplo a ser seguido

A Igreja deve ser edificada, como esposa de Cristo. Os cristãos são escolhidos para serem salvos através da graça de Deus, não por mérito ou obras. Deus concede a chance de arrependimento a todos. Todos passam por provações. As provações têm como propósito moldar o caráter do cristão segundo a imagem de Cristo.

É o noivo cristão, homem segundo o coração de Deus, quem escolhe a noiva. Ela deve provar o valor dela segundo os critérios de Provérbios 31. Se o homem sempre corteja a mulher, ele não tem a chance de descobrir se ela é uma mulher cristã, segundo o coração de Deus. A mulher cristã precisa seguir sua intuição e em fé e oração determinar qual o noivo cristão ela gostaria de conquistar. Tanto o homem cristão quanto a mulher cristã sabem o valor que possuem para Deus e não vão entregar coração, mente, alma e corpo sem ser por amor verdadeiro.

O homem cristão que acredita ser um príncipe, vai casar-se com a candidata, dentre todas as candidatas, que o coração dele escolher. Ela com o tempo deve ser preparada. Como a Igreja é edificada.  Tempo precioso para passa por grandes provações para que seu caráter seja moldado, como também para cultivar beleza, fazer investimentos em educação e etiqueta, fortalecer virtudes, quando for o tempo certo. Ela deve aprender sobre a Feminilidade Bíblica para ser uma boa esposa e boa mãe.

A história da Cinderela é considerada um conto de fadas criticado e desconsiderado. Porém, é a única história, além da Bíblia, que o príncipe é nobre e ela uma camponesa, que quando salva pelo príncipe, é transformada em princesa. As grandes provações por quais ela passa a ensinaram a ter um espírito gentil e inocente, servil, humilde e a ser submissa com reverência e respeito ao seu esposo, o Príncipe Encantado.

Cristo, como Príncipe da Paz, escolheria aquela que mais se parecesse com Ele nas atitudes e valores. Cristo como pessoa tinha uma natureza compassiva, era sério e focado, era gentil e altruísta, submisso a vontade de Deus, obediente, misericordioso, tinha um coração que perdoava, era bom e cuidadoso, era pacífico, íntimo de seus seguidores, era um líder forte e manso, falava com autoridade, era paciente. Todos os cristãos devem desejar imitar o caráter de Jesus através do poder do Espírito Santo. Todas as cristãs devem desejar se parecer também com Cristo, sempre tendo em mente, que somos mais propensas a errar quando não nos submetemos a autoridade do marido, quem tem direito ou poder de ordenar, de decidir, de atuar, de se fazer obedecer.  Se Cristo fosse o esposo da mulher cristã, ela teria medo de desrespeitá-lo e desonrá-lo. Todas as mulheres que se aproximaram de Cristo reconheciam em humildade a sua inadequação diante Dele. Acredito que o homem cristão que a mulher cristã escolher deva evocar nela tal sentimento para que ela o respeite, honre e seja submissa a sua autoridade. Ela deve lhe considerar sábio e buscar seus conselhos, admirar suas muitas qualidades e reconhecer que ela precisa ser salva por ele.

O teste do tempo

Reze para o seu futuro casamento, sem pressa. A Bíblia diz que o amor é paciente (veja 1 Coríntios 13:4). Alguns casais querem apressar o casamento. Não faça isso. Conheça um ao outro primeiro. A Bíblia diz: “Nem muitas águas conseguem apagar o amor; os rios não conseguem levá-lo na correnteza.” (Cânticos dos Cânticos 8:7). Se o amor que você e seu amado têm um pelo outro é amor verdadeiro, ele resistirá ao teste do tempo.

Tome a decisão certa e case-se com a pessoa certa.

Fonte: Devocional Diário Greg Laurie Harvest Ministries

Estima: a palavra que modifica tudo em seu casamento

Gary Thomas, pastor e autor do best-seller Sacred Marriage (Casamento Sagrado), acredita que uma simples palavra pode trazer esperança, luz e vida a qualquer casamento: Estima.

O autor nos lembra que em um mundo desesperado pela redenção do casamento, o ato de estimar o cônjuge é necessário agora mais do que nunca.

Estimar seu cônjuge elevará seu casamento em termos relacionais, emocionais, espirituais e até mesmo físicos. Por meio de histórias pessoais, exemplos do mundo real e verdades bíblicas atemporais, o autor ensina como aprimorar seu casamento.

Por meio do ato bíblico da estima, podemos capacitar nossos cônjuges a se tornarem quem são chamados por Deus para ser e, no processo, nos tornarmos mais quem somos chamados a ser, criando um casamento mais precioso, com um vínculo mais profundo e mais satisfatório. Se você está pronto(a) para revolucionar seu relacionamento, é hora de aprender sobre a Estima.

Livro em inglês: Cherish

Autor: Gary Thomas

Sexo Sagrado

Por anos, os cristãos ouviram que o sexo é criação de Deus, projetado por ele como um presente para maridos e esposas. No entanto, poucos casais realmente experimentam o sexo como uma experiência espiritual ordenada por Deus. Em vez de admitir sua falta de realização, muitos casais escondem sua decepção e confusão, enquanto outros tentam resolver o problema por meio de uma técnica sexual melhor.

Infelizmente, todos os conselhos sobre técnicas aprimoradas não conseguem explicar a única coisa que faz sentido para tudo. Apesar da proliferação de recursos para aumentar a satisfação sexual, os casais continuam a lutar em seu relacionamento sexual. Na verdade, o autor e conselheiro cristão Tim Alan Gardner estima que apenas 2 por cento dos casais já experimentaram um vínculo físico verdadeiramente emocionante, energizante e que toca a alma. Mas agora, isso pode mudar.

O relacionamento sexual de um casal tem um propósito muito mais elevado do que o prazer ou a procriação. As escrituras deixam claro que sexo é a única coisa na terra que une duas pessoas em uma. Agora os leitores podem aprender como abordar o sexo conjugal de uma forma que traz a realização da verdadeira unidade. Sexo Sagrado mostra como eles podem experimentar uma bela vida de intimidade ordenada por Deus que os abençoa muito além das paredes do quarto, serve como um ato de adoração a Deus e toca seus corações e almas de maneiras que eles nunca poderiam ter imaginado.

Livro em inglês: Sacred Sex do autor Tim Alan Gardner

O que deve ser diferente em um casamento cristão?

A principal diferença entre um casamento cristão e um casamento não-cristão é que Cristo é o centro do casamento. Quando duas pessoas estão unidas em Cristo, o seu objetivo é crescer na semelhança de Cristo ao longo do casamento. Os descrentes podem ter muitos objetivos para o seu casamento, mas a semelhança de Cristo não é um deles. Isso não quer dizer que todos os cristãos quando se casam imediatamente começam a trabalhar em direção a esse objetivo. Muitos jovens cristãos nem sequer percebem que esse é o objetivo principal, mas o Espírito Santo presente neles trabalha com suas vidas, amadurecendo cada um para que a meta de semelhança com Cristo torne-se cada vez mais clara. Quando ambos os parceiros têm como objetivo principal tornar-se mais e mais como Cristo, um casamento cristão forte e vibrante começa a tomar forma.

Um casamento cristão começa com o entendimento de que a Bíblia dá uma descrição clara dos papéis do marido e da mulher – encontrados principalmente em Efésios 5 – e de um compromisso para cumprir essas funções. O marido deve assumir a liderança no lar (Efésios 5:23-26). Essa liderança não deve ser ditatorial, condescendente ou paternalista sobre a esposa, mas deve estar de acordo com o exemplo de Cristo como o líder da igreja. Cristo amou a igreja (o Seu povo) com compaixão, misericórdia, perdão, respeito e altruísmo. Nesta mesma forma, os maridos devem amar suas esposas.

As esposas devem se submeter aos seus maridos “como ao Senhor” (Efésios 5:22), e não porque ela deve ser subserviente a ele, mas porque ambos devem “sujeitar-se uns aos outros no temor de Cristo” (Efésios 5:21) e porque deve haver uma estrutura de autoridade dentro de casa, com Cristo como o cabeça (Efésios 5:23-24). O respeito é um elemento-chave do desejo de se submeter; as esposas devem respeitar os seus maridos como os maridos devem amar as suas esposas (Efésios 5:33). O amor mútuo, respeito e submissão são a pedra angular de um casamento cristão. Construído sobre estes três princípios, o marido e a esposa vão crescer à semelhança de Cristo, aproximando-se um do outro cada vez mais ao amadurecerem em obediência a Cristo.

Um outro componente-chave de um casamento cristão é o altruísmo, conforme descrito em Filipenses 2:3-4. O princípio da humildade descrito nestes versículos é crucial para um matrimônio cristão. Ambos o marido e a mulher devem considerar as necessidades do seu parceiro antes das suas, o que requer um desprendimento que só é possível pelo poder do Espírito Santo que os habita. A humildade e abnegação não vêm naturalmente à natureza humana caída. Elas são características que somente o Espírito de Deus pode produzir, nutrir e aperfeiçoar em nós. É por isso que fortes casamentos cristãos são caracterizados pelas disciplinas espirituais – estudo da Bíblia, memorização das Escrituras, oração e meditação nas coisas de Deus. Quando ambos os parceiros praticam essas disciplinas, cada um é fortalecido e amadurecido, o que naturalmente fortalece e amadurece o casamento.