A primeira palavra para descrever a Mulher em Gênesis 2:18-24, depois da palavra Mulher, proferida por Deus, foi Ajudadora. Então para compreender a essência feminina precisamos compreender o que Deus quis dizer com a definição de mulher como auxiliadora.
Ezer Kenegdo (עֵזֶר כְּנֶגְדּוֹ), expressão hebraica de Gênesis 2:18, descreve a mulher como a “auxiliadora que lhe corresponde”, isto é, aquela que é colocada ao lado do homem como sua parceira adequada, complementar e plenamente correspondente — não como inferior, serva ou mera assistente, mas como alguém capaz de estar diante dele, ao seu lado e em favor dele. Ezer significa ajuda, auxílio ou socorro — palavra que a própria Bíblia também emprega para Deus como aquele que socorre seu povo — enquanto kenegdo traz a ideia de “correspondente a ele”, “diante dele”, “à altura dele”, alguém que lhe é semelhante em dignidade e, ao mesmo tempo, complementar em sua constituição e vocação. Assim, no propósito bíblico do casamento, a mulher não existe para desaparecer atrás do homem, nem para competir com ele, mas para caminhar com ele em aliança, oferecendo força, sabedoria, discernimento, encorajamento, cuidado, correção amorosa, companheirismo e colaboração; ela pode sustentar aquilo que lhe falta, fortalecer aquilo que é frágil, compartilhar responsabilidades, cultivar o lar e participar da missão que Deus confiou ao casal. Ezer Kenegdo é, portanto, uma companheira correspondente e indispensável: uma mulher que permanece ao lado do homem com dignidade, amor, inteligência, coragem e propósito, ajudando-o a cumprir sua vocação diante de Deus enquanto também realiza, dentro da aliança matrimonial, a própria vocação que Deus lhe concedeu.
Quando Deus afirma que não é bom que o homem esteja só, Ele nos mostra que a presença da mulher na vida do homem o leva a uma experiência do ápice da criação, quando ambos homem e mulher obedecem à Deus no matrimônio e suas vidas estão em harmonia com o propósito para qual foram criados. Com esta afirmação, podemos inferir que para uma mulher ser verdadeiramente feminina, nos parâmetros divinos, ela precisa se relacionar com o homem, seu esposo e ajudá-lo. E como ela é obediente à Deus, na submissão que lhe é exigida no relacionamento com o esposo, como líder de ambos, na graça então, sua verdadeira beleza é revelada. É triste reconhecer que em vão as mulheres buscarão por beleza artificial em tratamentos estéticos, cirurgias, altos gastos com vestuário, se a beleza não fluir do interior, do amor correspondido, do respeito à masculinidade bíblica do parceiro, de um espírito doce e gentil que tem muito valor para Deus e na busca dos frutos do espírito e virtudes cristãs. A beleza encanta o universo feminino pois faz parte de sua essência. Não tem como ser bela, com um espírito rebelde. Não é possível ser bela, sem obedecer a Deus.
O que Deus revelou nas escrituras para suas filhas: “…orienta as mais velhas a fim de instruírem as jovens recém-casadas a amar o marido e os filhos, a serem sensatas, puras, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada.” “Os pés da mulher insensata não param em casa” “A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata a derruba com as próprias mãos.” “Está atenta ao andamento da casa, e não come o pão da preguiça.” “Mas, se alguém não cuida dos seus parentes, especialmente daqueles que são da sua própria casa, ele tem negado a fé e é pior do que o infiel.”
O movimento feminista quer a mulher fora de casa. Destruindo assim casamentos e famílias. Destruindo o futuro de belas jovens, que se entregam a carreiras e não se preparam para o matrimônio e maternidade. O movimento feminista faz da mulher uma aberração quando tenta modificar sua essência e seu propósito diante de Deus e da criação.
A Bíblia de uma forma singela parece através de suas sagradas palavras proteger a mulher dentro do lar. E a mesma pode proteger a família. Proteger o marido, oferecendo-lhe um refúgio para descanso do trabalho fora do lar. Mais mulheres atualmente estão ausentes do lar do que 50 – 70 anos atrás e nossa sociedade está caminhando para uma crescente degradação moral e crise nas bases das famílias. Os maridos podem até usufruir de um maior poder aquisitivo tendo suas parceiras ganhando salários equivalentes (fruto do feminismo), mas com certeza no âmago, sentem que estão casados com outro homem, com quem compartilham cansaço do trabalho e filhos e lar desamparados. A menos que ela o ajude como sua Ézer Kenegdo, sem negligenciar o marido, os filhos e a casa, a mulher fora de casa enfraquece o alicerce da família como base planejada por Deus.
Todo o conhecimento que tenho adquirido com relação à feminilidade bíblica tem me levado a conclusão de que as mulheres precisam voltar para casa para resgatarem sua essência. Inclusive, acolhendo no lar seus maridos e filhos do mundo que tenta roubá-los delas e de Deus. E buscarem no seu eu interior a beleza que gostariam de manifestar. O movimento não é buscar lá fora, mas sim buscar dentro de casa e no seu eu interior o que Deus reserva para a mulher que lhe obedece e pratica a Sua Palavra, em termos de feminilidade bíblica e verdadeira beleza.
Imagino que Deus tem em seu plano divino o resgate magnificente das mulheres cristãs desde a queda, quando a primeira mulher O desobedeceu, comendo do fruto proibido e levando o homem junto a pecar. A Igreja escolhida como Noiva de Cristo, nos dá um vislumbre da beleza da feminilidade bíblica, da mulher redimida.
Fonte de inspiração: Livro Mulher Cristã, repensando o papel da mulher à luz da Bíblia da autora Nancy Demoss Wolgemuth.